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Dia dos Pais: conheça um dos principais arquitetos do ES

Celebrando 40 anos de carreira, José Daher fez importantes projetos no Estado. Paizão de três filhos, também é um avô coruja e muito carinhoso

Publicado em 01/08/2020 às 10h01
Atualizado em 02/08/2020 às 12h42
Abrindo o Baú José Daher
O arquiteto José Daher celebra 40 anos de carreira. "Eu gosto de criar espaços funcionais e belos que emoldurem e revelem vidas vividas e os sonhos a serem vividos". . Crédito: Arquivo Pessoal

José Daher é um dos principais arquitetos do Espírito Santo. E o gosto pela profissão parece ter surgido ainda criança quando, na praia de Conceição da Barra, fazia castelos de areia. E no quintal de casa, em São Mateus, criava maquetes de cidades. “Me lembro de meu pai falando de Brasília e de Juscelino Kubitschek de quem ele gostava muito”, recorda.

A morte do pai o marcou muito. “Minha adolescência foi triste porque o perdi quando tinha 12 anos. Tudo mudou depois que fui para Belo Horizonte terminar o segundo grau e fazer o pré-vestibular. Mas só enxerguei luz no final do túnel quando me vi estudante de arquitetura”, conta. Fez estágios, leu muito sobre a profissão, participou de concurso internacional para estudantes e foi selecionado pela prefeitura de Curitiba para um estágio oferecido a jovens arquitetos.

Celebrando 40 anos de carreira, ele lembra que começou trabalhando em casa até abrir o escritório em sala alugada onde permaneceu por 21 anos. Desde 2011 comanda o escritório Vão Livre Arquitetura e Urbanismo. “Eu gosto de criar espaços funcionais e belos que emoldurem e revelem vidas vividas e os sonhos a serem vividos”, diz sobre seus projetos. Paizão de três filhos, é fiel, vigilante, protetor e amoroso. Também é um avô coruja e muito carinhoso. “Os meus netos são troféus que a vida me concedeu pela luta para criar, educar e instruir os meus filhos”, diz ele que adora ficar em silêncio se inspirando para novos projetos.

  1. A Gazeta - vpj0q0ma
    01

    Não dou, não vendo e não troco.

    O desenho de lírios que fiz em outubro de 1979. Desenhei no jardim da faculdade para presentear minha esposa Ângela no nosso noivado.

  2. A Gazeta - i7e6c
    02

    Orgulho.

    O troféu que recebi do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Espírito Santo (CAU/ES), em dezembro do ano passado, reconhecendo a importância da minha contribuição para a arquitetura do Estado. Fiquei muito honrado com a homenagem.

  3. A Gazeta - 1qyc5q
    03

    Minha paixão.

    É representada pela foto da minha família reunida no último Natal. Ela é a minha base e o meu Norte.

  4. A Gazeta - 97xyzkl1a
    04

    Herança.

    O troféu que meu pai recebeu, de mãos dadas comigo, quando eu tinha 10 anos. O boi da fazenda dele tirou o primeiro lugar na exposição.

  5. A Gazeta - uzhav8oxwo
    05

    Eu adoro.

    O prendedor de papel que meu pai usava para se lembrar de tudo que era importante. Recentemente eu o coloquei em uma caixinha de acrílico transparente.

  6. A Gazeta - h6q5e2ni
    06

    Guardo com carinho.

    A aquarela de Wagner Veiga feita a meu pedido a partir de foto Gabriel Lordello. É a mão do rei do Ticumbi, uma paixão do meu pai, que era devoto de São Benedito.

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