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Orgulho LGBTQIA+

Conheça a ativista social que vai conhecer o Papa Francisco

Crislayne Zeferina trabalha por um mundo justo e igualitário para todos, principalmente para os moradores de comunidades periféricas

Publicado em 27 de Junho de 2020 às 09:20

Redação de A Gazeta

Publicado em 

27 jun 2020 às 09:20
Crislayne Zeferina é ativista social
Crislayne Zeferina é ativista social Crédito: Divulgação
Crislayne Zeferina, 28 anos, cresceu no bairro São Benedito e hoje mora no Bairro da Penha. Filha de uma faxineira e um segurança, ela se tornou pedagoga e ativista social. “A luta por melhorias na comunidade começou desde cedo. Na periferia nascemos ativistas, pois gritamos nossos direitos desde cedo para termos acesso à escola, à saúde de qualidade e a um lugar digno. A solidariedade sempre existiu na nossa comunidade, pois quando meu arroz acabava eu sabia quem era meu salvador”, conta. Ela trabalha por um mundo justo e igualitário para todxs, principalmente para os moradores de comunidades periféricas. “Meu papel é devolver para minha comunidade tudo que ela me deu”. Seu trabalho faz tanto sucesso, que ela fará parte de um grupo de dois mil jovens que se encontrará com o Papa Francisco, no evento “Economy of Francesco”, na Itália. “Vou apresentar uma nova economia, pensada a partir da pobreza, dos geradores de lucro desta terra, uma economia que entenda a orientação sexual de todos e que respeite a diversidade”, conta Crislayne que se identifica como bissexual e está em um relacionamento lésbico. “Ser bissexual é uma tarefa dura em um país homofóbico que normatiza as relações sexuais ditando a heterossexualidade como padrão único. Somos taxadas de indecisas. É preciso respeito e a responsabilidade de criar um mundo melhor para todxs”. 

Não sai do meu quarto.

O brinco que ganhei de uma amiga indígena que mora em Roraima. E ele significa muito pra mim, porque mostra a narrativa na sua beleza sobre a questão da luta. Contra o genocídio da população negra e indígena. Quando uso sempre lembro da ancestralidade indígena que tem dentro da gente.
A foto com a minha avó. O dia que eu e minha vovó dançamos congo nunca saiu da minha memória, ela é minha salvadora, quando não tinha nada e ninguém ela me resgatou e me transformou.
A foto com a Erika, minha namorada. É um registro com uma representatividade que vai da roupa até o grafite, isso me fortalece e me mostra que somente juntas chegaremos longe.
Essa boneca preta. Foi a primeira que tive, após um mundo de bonecas não negras e histórias eurocêntricas. Comprei em Salvador. 
Os meus livros. Guardo com carinho e amor todos os livros que tenho, e são muitos. Como gosto de ler também gosto de ter.
O retrato de Marielle Franco. Um presente do meu amigo Handerson Chic. Nos momentos de luta eu olho para ela e vejo a força e a esperança.
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