ASSINE

Variante britânica deve se tornar predominante nos EUA, apontam cientistas

Os pesquisadores alertam que o país deve tomar ações agora para evitar consequências devastadoras

Publicado em 08/02/2021 às 08h01
Cientistas desenvolveram um novo exame de sangue capaz de detectar cinco tipos de câncer de forma precoce
A equipe de pesquisadores dos EUA começou com análises de cerca de 500 mil amostras positivas de Sars-CoV-2 . Crédito: Edward Jenner/ Pexels

A variante B.1.1.7, identificada inicialmente no Reino Unido, teve múltipla introdução nos Estados Unidos em novembro de 2020, e já tem transmissão comunitária em pelo menos 30 estados. Com isso, o país se encontra em trajetória semelhante a de locais em que a variante se tornou predominante.

As conclusões são de um estudo em pré-print, ou seja, que ainda não foi revisado e analisado por outros cientistas.

Os pesquisadores alertam que o país deve tomar ações agora para evitar consequências devastadoras.

A equipe de pesquisadores dos EUA começou com análises de cerca de 500 mil amostras positivas de Sars-CoV-2 e sequenciou 460 delas. Dessas, 45% (209) eram da variante B.1.1.7, distribuídas por dez estados americanos. Outros três sequenciamentos também identificaram a variante em amostras aleatórias da Califórnia.

Segundo estimativas dos pesquisadores, a proporção de B.1.1.7, na última semana de janeiro de 2021, era, em média, cerca de 2,1% dos casos nos EUA. Nos estados, a variante seria responsável por cerca de 2% dos casos na Califórnia e por aproximadamente 4,5% na Flórida.

Os cientistas estimaram que, apesar de ainda apresentar uma frequência relativamente baixa no país, houve um crescimento da variante de 35% a 45%, e duplicação de suas taxas a cada semana e meia.

O artigo destaca que a B.1.1.7 se tornou dominante no Reino Unido poucos meses depois de sua detecção e que países europeus, como Portugal e Irlanda, observaram a expansão da variante e, em seguida, ondas devastadoras da Covid.

De acordo com os pesquisadores, os dados encontrados nos EUA apontam que quase certamente o B.1.1.7 vá se tornar a linhagem de Sars-CoV-2 dominante em diversos estados do país até março de 2021. A possibilidade vai ao encontro do apontado pelos modelos do Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC).

Mas ter dados mais precisos sobre a prevalência do B.1.1.7 em todo os EUA é difícil, dizem os pesquisadores, por falta de um programa nacional de vigilância genômica, o qual está disponível em países como Reino Unido, Dinamarca, Austrália e Nova Zelândia.

O estudo, porém, oferece estimativas robustas sobre a Califórnia e a Flórida.

"Como os laboratórios nos EUA estão sequenciando apenas um pequeno subconjunto de amostras do Sars-CoV-2, a verdadeira diversidade do Sars-CoV-2 neste país ainda é desconhecida", dizem os autores.

Com frequências ainda relativamente baixas das variantes B.1.1.7, B.1.351 (África do Sul) e P.1 (Brasil), ainda há tempo para colocar em ação programas de vigilância necessários e ações de mitigação.

"A menos que medidas decisivas e imediatas de saúde pública sejam tomadas, o aumento taxa de transmissão dessas linhagens provavelmente terá consequências devastadoras para a mortalidade e morbidade da Covid-19 nos EUA em poucos meses", concluem os pesquisadores.

Este vídeo pode te interessar

A Gazeta integra o

Saiba mais

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta.

Logo AG Modal Cookies

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.