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Pesquisa aponta que coronavírus sobrevive mais tempo nas fezes

Pesquisa aponta que coronavírus sobrevive mais tempo nas fezes

O estudo serve como um alerta para cuidadores de crianças e idosos, bem como para o Brasil, país em que há muitos problemas de saneamento básico

Publicado em 23 de abril de 2020 às 11:30

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Cientista estuda o novo coronavírus
Cientista estuda o novo coronavírus. (Polina Tankilevitch/ Pexels)

De acordo com um estudo chinês, a presença do novo coronavírus em fezes é mais longa do que no sistema respiratório.  A pesquisa foi realizada com 3.497 amostras de 96 pacientes com a Covid-19, na província de Zhejiang, localizada na China. Do total, 22 pessoas apresentaram formas leves da doença e 74 foram graves. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.

Apesar de não dizer se o vírus continua ativo, com potencial para infectar, o estudo serve como um alerta para cuidadores de crianças e idosos, bem como para o Brasil, país em que há demasiados problemas de saneamento básico.

Pelas amostras do catarro e saliva,  a infecção foi confirmada em todos os pacientes. O RNA do vírus também foi detectado nas fezes de 55 pacientes (59% do total) e no sangue de 39 (41%). Apenas a amostra de urina de um foi positiva.

Segundo a pesquisa, a duração média do vírus nas fezes foi de 22 dias, variando entre 17 e 31. O número é maior do que nas amostras respiratórias (18 dias, variando entre 13 e 29) e sangue (16 dias, em média).

Para os pesquisadores “a duração do Sars-CoV-2 é significativamente mais longa nas amostras de fezes, destacando a necessidade de fortalecer o gerenciamento de amostras de fezes na prevenção e controle da epidemia”. Além disso, “o vírus persiste por mais tempo, com maior carga e picos mais tardios, em pacientes com doença grave.”

OUTRO ESTUDO CHINÊS

Um estudo realizado na Sun Yat-sen University, na China, comunica que nem sempre é fácil determinar se um vírus é ativo nas fezes, desse modo, novas pesquisas precisam ser feitas. Contudo, alerta para os riscos da transmissão. 

A análise do estudo divulgada no site da revista científica 'Lancet', em 19 de março, diz que “Determinar se um vírus é viável usando a detecção de ácido nucleico é difícil; mais pesquisas usando amostras de fezes frescas em momentos posteriores em pacientes com duração prolongada da positividade da amostra fecal são necessárias para definir o potencial de transmissão”.

“Ainda não foram relatados casos de transmissão por via fecal-oral para Sars-CoV-2, o que pode sugerir que a infecção por essa via é improvável em instalações de quarentena, no hospital ou sob tratamento no isolamento voluntário. No entanto, a transmissão fecal-oral em potencial pode representar um risco aumentado em locais como albergues, dormitórios, trens, ônibus e navios de cruzeiro”, conclui.

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