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Coronavírus

Instituição compra toda produção de testes da China que viria para o ES

A entrega de 50 mil testes, comprados pelo governo do Estado por R$ 3,17 milhões,  foi atrasada em quase duas semanas

Publicado em 16 de Abril de 2020 às 20:38

Redação de A Gazeta

Publicado em 

16 abr 2020 às 20:38
Exames feitos na Fiocruz, no Rio de Janeiro
Exames feitos na Fiocruz, no Rio de Janeiro Crédito: Fiocruz
Toda a produção de testes para Covid-19, produzida por uma fábrica em Hong Kong, na China, foram adquiridos por uma instituição. Com isto a entrega de 50 mil testes, comprados pelo governo do Estado no último dia 31 de março, foi atrasada por 15 dias. A nova remessa deve chegar até o dia 24.
Em coletiva na última segunda-feira (13), o governador Renato Casagrande relatou que houve um desvio do carregamento destinado ao Espírito Santo. “Compramos 50 mil testes que vinham da China, seriam embarcados para o Espírito Santo, para chegariam no domingo (12). A  carga foi desviada para outro lugar. O fornecedor disse que foi força maior, por decisão superior. A carga foi para outra finalidade. Vejam como está uma disputa por respiradores, por equipamentos. É uma preocupação".
A entrega do produto estava prevista, segundo Rafael Grossi Gonçalves Pacífico, subsecretário de Administração da Saúde, para o dia 12 de abril. No dia 31 de março, o Estado  pagou R$ 3.178.972,83 por eles. A empresa Sgaria Brasil Comércio de Máquinas e Equipamentos Ltda foi a responsável pela importação do produto.
Tratava-se da aquisição emergencial de reagentes para a realização de diagnóstico molecular através de técnica de RT-qPCR (nome do exame) em amostras suspeitas do novo coronavírus, a serem realizados no Laboratório Central (Lacen) do Espírito Santo.
Ocorre, segundo Grossi, que no dia 9 de abril o Estado recebeu a informação de que haveria atrasos na entrega. “Fizemos a compra com uma indústria de Hong Kong. Questionamos os motivos do atraso e nos encaminharam e-mail informando que a produção de três semanas tinha ido para outra entidade, não falaram qual, e que iriam entregar a nossa remessa até o dia 24 de abril. O que estamos tentando negociar agora  é a antecipação do prazo”, relatou.
O Estado também aguarda a chegada da segunda remessa de outro teste, comprado de uma empresa do Paraná. Trata-se de 100 mil unidades de Swab de Rayon, um tipo de cotonete que é utilizado para coletar as amostras.

ESTOQUE

De acordo com o diretor do Lacen, Rodrigo Ribeiro Rodrigues, o teste comprado da China permite identificar a presença de material genético do vírus, e que apesar do atraso ocorrido na entrega, o Estado ainda possui estoque para mais uns 20 dias. “Temos uma doação feita pela Petrobras, e ainda testes de outras fontes, como o Ministério da Saúde, que fornece um quantitativo menor. Também estamos tentando comprar de outros locais”, explicou.
De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, os testes vindos da China, somado aos outros que o Estado pretende realizar - como os testes rápidos e o inquérito sorológico - vão permitir que pelo menos 4% da população capixaba seja testada para Covid-19.
Um percentual significativo, segundo Fernandes, que permitirá ter uma radiografia mais detalhada do real comportamento da pandemia. “Poderá nos guiar para tomar as melhores decisões. É uma média excepcional de pessoas testadas - 40 mil testes a cada milhão de pessoas. Na Austrália são 11 mil testes a cada milhão”, explicou.

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