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Descoberta

Pesquisadores confirmam transmissão de vírus raro entre humanos na Bolívia

De acordo com o jornal britânico The Guardian, os casos ocorreram na capital da Bolívia, La Paz. O vírus chama-se Chapare e pertence ao grupo dos causadores de doenças como a ebola

Publicado em 17 de Novembro de 2020 às 13:16

Redação de A Gazeta

Publicado em 

17 nov 2020 às 13:16
Cientista estuda o novo coronavírus
Pesquisadores anunciaram a descoberta da possibilidade de transmissão entre humanos de um vírus raro Crédito: Pixabay/ Pexels
Pesquisadores do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos anunciaram a descoberta da possibilidade de transmissão entre humanos de um vírus raro, o chapare, pertencente ao grupo dos causadores de doenças como a ebola. A confirmação aconteceu após a análise de casos registrados na Bolívia, no ano passado. Segundo o CDC, dois pacientes transmitiram o vírus para três profissionais de saúde. Um dos pacientes e dois médicos morreram.
De acordo com o jornal britânico The Guardian, os casos ocorreram na capital da Bolívia, La Paz. O único outro registro de contaminação por este vírus data de 2004, na região de Chapare, também na Bolívia. "Nosso trabalho confirmou que um jovem residente de Medicina, um médico socorrista e um gastroenterologista contraíram o vírus após contato com pacientes infectados", disse ao The Guardian Caitlin Cossaboom, epidemiologista da divisão de patologias do CDC. "Agora acreditamos que vários fluidos corporais têm potencial para carregar o vírus".
Segundo Cossaboom, acredita-se que o vírus é carregado por ratos, que podem ter infectado os humanos. Ela disse ainda que os sintomas registrados nos pacientes foram febre, dor abdominal, vômito, sangramento nas gengivas, erupção cutânea e dor atrás dos olhos. Por não existir medicamento específico para a doença ainda, os pacientes receberam tratamentos de apoio, como fluidos intravenosos.
A descoberta foi anunciada no encontro anual da Sociedade Americana de Higiene e Medicina Tropical (ASTMH). Durante o evento, os pesquisadores disseram que é possível que o vírus tenha circulado ao longo dos anos, sem ser detectado, por ser facilmente confundido com outras doenças que causam sintomas parecidos, como a dengue. Ainda de acordo com a publicação britânica, os cientistas afirmaram que estão trabalhando para identificar novas ameaças à humanidade e que precisam estudar o vírus chapare para entender a capacidade de disseminação.
O presidente da ASTMH, Joel Breman, disse que por mais que ainda exista muito a ser descoberto sobre o vírus chapare "é louvável o quão rápido essa equipe desenvolveu um teste para diagnosticar o vírus, confirmar a transmissão entre humanos e descobrir evidências preliminares sobre o vírus em roedores".

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