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Imunização

Vacina contra Covid da Pfizer é eficaz em 90% dos casos, aponta pesquisa

Segundo a farmacêutica, nenhuma preocupação séria de segurança foi encontrada. As empresas esperam uma autorização de uso emergencial nos EUA ainda em novembro

Publicado em 09 de Novembro de 2020 às 11:25

Redação de A Gazeta

Publicado em 

09 nov 2020 às 11:25
Pfizer anunciou que a vacina experimental é mais de 90% eficaz na prevenção à Covid-19
Pfizer anunciou que a vacina experimental é eficaz na prevenção à Covid-19 Crédito: Reuters/Folhapress
O laboratório farmacêutico Pfizer anunciou nesta segunda-feira (9) que a vacina experimental, – desenvolvida em parceira com a alemã BioNTech, é mais de 90% eficaz na prevenção à Covid-19, de acordo com os dados iniciais do estudo da fase 3. 
Até o momento, nenhuma preocupação séria de segurança foi encontrada. Logo, as empresas esperam uma autorização de uso emergencial nos Estados Unidos (EUA) neste mês de novembro.
A Pfizer informa que as etapas de revisão por pares de dados, para a publicação em revista científica, vão acontecer quando todos os resultados ficarem disponíveis. A análise provisória foi realizada após 94 participantes do estudo desenvolverem o vírus e passarem por verificação para saber quantos deles receberam a vacina em comparação com o placebo. Segundo a farmacêutica, a pesquisa vai continuar até que 164 casos de Covid-19 sejam diagnosticados entre os participantes.
Um dos principais cientistas de vacinas da Pfizer, Bill Gruber, declarou que esse número pode ser alcançado no início de dezembro, tendo em vista o recente aumento as taxas de infecção nos EUA. "Estou quase em êxtase", afirmou Gruber. "Este é um grande dia para a saúde pública e com potencial de tirar a todos das circunstâncias em que estamos agora."
Para o CEO da Pfizer, Albert Bourla, esse é um momento importante. "Hoje é um grande dia para a ciência e a humanidade", disse em um comunicado oficial da empresa.
Além disso, Bourla considera ser um marco para o desenvolvimento da vacina contra o coronavírus. "Estamos alcançando esse marco crítico de desenvolvimento do nosso programa de vacina no momento em que o mundo mais precisa, com taxas de infecção atingindo novos recordes, hospitais quase excedendo a capacidade e as economias lutando para reabrir", afirmou.
O teste de uma vacina é dividido, geralmente, em fases 1, 2 e 3. Nessas etapas, os cientistas buscam identificar efeitos contrários graves e se a imunização foi capaz de induzir uma resposta imune.
Primeiramente, há o envolvimento de dezenas de voluntários; depois, centenas e, em seguida, milhares. Apesar de costumar ser realizada separadamente, a urgência da pandemia fez com que várias empresas realizassem  mais de uma etapa ao mesmo tempo.
Antes de começar os testes em humanos, as vacinas são testadas em animais, normalmente em camundongos e, depois, em macacos.

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