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Trump ameaça empresas que tiram empregos do país e volta a criticar China

Em sua fala, Trump afirmou que empresas que retiram empregos do país sofrerão tarifas e perderão contratos com o governo federal, além de culpar o país pelo novo coronavírus

Publicado em 17/08/2020 às 17h34
Atualizado em 17/08/2020 às 17h34
Presidente dos Estados Unidos Donald Trump
Presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Crédito: Official White House Photo by Andrea Hanks

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou na tarde desta segunda-feira (17), em Mankato, Minnesota, um dos Estados cruciais na disputa eleitoral deste ano. Em sua fala, Trump afirmou que empresas que retiram empregos do país sofrerão tarifas e perderão contratos com o governo federal, além de renovar ataques à China, culpando-a pela pandemia da covid-19.

"Eu retirarei contratos federais de companhia que levam ao exterior indústrias cruciais", prometeu Trump a partidários, ao falar sobre sua plataforma para os próximos anos. Por outro lado, o presidente falou em dar créditos tributários para empresas que levam empregos da China para os EUA.

Trump também defendeu sua estratégia no comércio. "As tarifas são algo bonito quando você as usa a seu favor, ganhamos bilhões da China", comentou. Além de criticar a China, ele também afirmou que o Canadá "levava vantagem sobre nós", citando tarifas canadenses sobre laticínios dos EUA. "O México, o Japão e outros amigos tiravam vantagem de nós", mesmo sendo aliados, comentou. "A China quer muito que eu perca a eleição, todos eles querem."

O presidente americano destacou o fato de que a economia americana estava muito forte, até ser atingida pelo "vírus chinês" - ele voltou a se referir assim à covid-19. "Fizemos a maior economia do mundo e faremos de novo", comentou, atribuindo o choque da pandemia a um "teste de Deus". O ritmo da retomada foi qualificado por ele como "um milagre". E disse que a economia dá sinais de recuperação "não simplesmente em V, mas em um super V".

Trump ainda voltou a criticar os democratas, diante do impasse para a aprovação de mais auxílio fiscal para o país. Segundo ele, a oposição quer US$ 1 trilhão para Estados mal administrados pelos democratas.

O líder defendeu sua estratégia para enfrentar a crise de saúde. Trump disse que a imprensa local omite que países apontados como casos de sucesso, como a Nova Zelândia, agora enfrentam mais surtos do novo coronavírus. Ele mostrou ainda entusiasmo pela perspectiva de vacinas e terapias eficientes para combater a covid-19, prevendo novidades em breve nessa frente.

Um dos alvos do presidente foi a Amazon. Trump acusou a empresa de montar uma logística que abusa do Serviço Postal americano, deixando os contribuintes com parte de seus custos. "A Amazon precisa pagar mais por suas entregas", criticou.

Trump também fez várias críticas a seu rival na disputa pela Casa Branca. Segundo o republicano, caso o ex-vice-presidente vença, Joe Biden "vai matar o mercado acionário". O presidente ainda previu fragilidades na segurança americana e no comércio. Por outro lado, Trump prometeu que cortará mais tarifas e regulações, se reeleito.

Em sua fala, o presidente americano ainda defendeu a construção de um muro na fronteira com o México. Segundo ele, caso isso não tivesse sido feito, os EUA estariam agora com mais problemas, já que o México "está sofrendo com a pandemia".

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