Duas irmãs gêmeas podem ser o futuro do vôlei brasileiro, e impressionaram e comissão técnica de um dos maiores clubes da modalidade do Brasil. Manuela e Milena, de 13 anos, passaram em uma seletiva que contou com cerca de 2500 outras atletas para jogarem na equipe mirim do Flamengo. As duas capixabas, moradoras de Vitória, fazem parte do grupo de apenas quatro jogadoras selecionadas na peneira do time sub-15 e sonham em podem mudar a própria vida e a da família através do esporte.
Em entrevista, as duas atletas enfatizaram a felicidade e ansiedade em vestirem o uniforme vermelho e preto logo. "Receber o resultado que a gente passou na peneira foi surreal. Foi a sensação de um sonho realizado, uma coisa conquistada. E eu estou muito animada, muito ansiosa. Eu quero fazer de tudo para ir para lá agora, se pudesse", disse Manu. "Com certeza é um sonho jogar no Flamengo, e espero que se realize. Espero que seja muito divertido", completou Milena.
Impulsionadas pela mãe que praticou vôlei na juventude, as gêmeas começaram no esporte aos oito anos, já demonstravam habilidades e evoluíram rapidamente. Hoje, elas praticam o voleibol de quadra e areia, e sempre juntas. "Elas são muito parceiras, a relação delas é uma coisa muito linda de ver. Elas se entendem, se completam, se ajudam e se incentivam, é muito bonito. Uma joga de levantadora e a outra joga de central, e a Milena sempre consegue achar a Manuela na quadra de alguma forma", disse Lorena Alvarenga, mãe das meninas.
Em 2024, Lorena preparou uma material para divulgar o talento das meninas, que chegou nas mãos do técnico do Flamengo. Ele então entrou em contato diretamente com a família e demonstrou interesse nas atletas e recomendou que elas participassem da peneira no fim do ano.
Pelo calendário cheio de competições das meninas, elas acabaram perdendo a primeira fase da seletiva, mas foram novamente contatadas pela comissão técnica do clube, que reiterou o desejo de dar uma chance às jogadoras. Depois, as gêmeas viajaram para o Rio de Janeiro e participaram da segunda fase da seletiva e passaram. Apenas elas e mais outras duas jogadoras, que eram do Fluminense, foram aprovadas.
No Estado, as irmãs fazem parte da equipe do AEST, na Serra, e a família segue estudando a viabilização da mudança para a capital carioca.
"A gente continua conversando para saber, a gente quer conhecer a escola que é conveniada com o clube e se as meninas conseguem bolsa. É um risco, mas que seja um risco calculado. A gente está muito pé no chão, mas muito feliz também. Não vamos deixar de comemorar, porque só de estar entre as quatro escolhidas já é uma conquista e tanto", disse a mãe.
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