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Palmeiras em busca do tetra: veja a trajetória até a final da Libertadores

Palmeiras em busca do tetra: veja a trajetória até a final da Libertadores

A jornada palmeirense foi marcada por uma consistência rara no futebol sul-americano, sustentada por uma defesa sólida e um ataque letal

Camila Müller

Estagiária / [email protected]

Publicado em 27 de novembro de 2025 às 11:32

r Gustavo Gómez domemora a classificação para a final da Copa Libertadores, após partida válida pela semi final, volta, contra a equipe da Liga Desportiva Universitaria, na arena Allianz Parque
Gustavo Gómez, zagueiro do Palmeiras é um dos símbolos desta equipe Crédito: Cesar Greco/Palmeiras

A edição de 2025 da Copa Libertadores da América se aproxima da sua grande final, e o protagonista de uma das campanhas mais dominantes da história recente atende pelo nome de Sociedade Esportiva Palmeiras. Sob o comando do técnico bicampeão do torneio Abel Ferreira, o Verdão não apenas chegou à grande final contra o Flamengo, que acontece no próximo sábado (29), às 18h, em Lima, mas o fez com uma trajetória de números impressionantes e uma solidez que o coloca na disputa pelo tetracampeonato.

Na competição, o clube totalizou 12 partidas, com 10 vitórias, 1 empate e apenas uma derrota; marcou 30 gols e sofreu apenas 9. Possuindo assim, um desempenho de 86% de aproveitamento que reforça os números impressionantes do alviverde. 

Fase de Grupos: o início da soberania

Integrado ao Grupo G, ao lado de Cerro Porteño (PAR), Bolívar (BOL) e Sporting Cristal (PER), o Palmeiras impôs seu ritmo desde o primeiro minuto da competição. Com 100% de aproveitamento nos seis primeiros jogos, chegou aos 18 pontos pela segunda vez na história, garantindo a liderança isolada e a melhor campanha no geral. O mesmo desempenho impecável, responsável por assegurar o direito de decidir todos os confrontos eliminatórios como mandante.

Ao todo foram 6 partidas vitoriosas, com apenas 4 gols sofridos e, incríveis, 17 gols marcados. No entanto, o Verdão só não sabia que o verdadeiro desafio viria nas eliminatórias, porém o clube soube manter a calma e superar-se a cada partida.

O jogador Gustavo Gómez, da SE Palmeiras, comemora seu gol contra a equipe do CA River Plate, durante partida válida pelas quartas de final, ida, da Copa Libertadores, no Estádio Monumental
O jogador Gustavo Gómez, da SE Palmeiras, comemora seu gol contra a equipe do CA River Plate, durante partida válida pelas quartas de final, ida, da Copa Libertadores, no Estádio Monumental Crédito: Cesar Greco/Palmeiras

Mata-Mata: superação e poder de decisão

Nas oitavas, o Universitario (PER) foi a primeira vítima. No local da final, em Lima, aplicou uma goleada categórica por 4 a 0 na partida de ida. No Allianz Parque, o empate sem gols classificou a equipe com tranquilidade na volta. Classificado para as quartas, o rival seria o gigante River Plate (ARG), mas não capaz de intimidar o alviverde.

Na Argentina, vitória por 2 a 1 e em casa, diante de um Allianz lotado, veio a confirmação. O clube manteve a invencibilidade ganhando por 3 a 1 e eliminou o tricampeão sul-americano. Nesta partida, mais uma atuação brilhante da dupla "Flaco Roque", formada por Vitor Roque e Flaco López, o mesmo que nesta partida firmou a artilharia com 7 gols, empatando com Adrián Martinez, do eliminado Racing.

A dupla protagonista do Palmeiras Flaco Roque
A dupla protagonista do Palmeiras Flaco Roque Crédito: Cesar Greco/Palmeiras

A improvável e mágica remontada

Apagando o 100% de invencibilidade, na semifinal veio o único tropeço e naquela temida pelos brasileiros: a altitude. Embora com um bom aproveitamento em estádios com ar rarefeito, apenas 1 derrota para o Bolívar em 2023, no total de 5 partidas, diante da LDU, em Quito, no Equador, em um cenário de alta dificuldade, o Palmeiras sofreu sua primeira derrota de 3 a 0.

Um placar inusitado e, para muitos, impossível de ser revertido. Mas não para o elenco e mais de 40 mil torcedores do Verdão que acreditaram fielmente na virada até o fim. E diante de um Allianz Parque lotado, o Alviverde protagonizou uma "virada mágica" nas palavras de Abel Ferreira, e digna de entrar para a história. 

O técnico Abel Ferreira se emociona após classificação mágica contra a LDU, no Allianz Parque
OAbel Ferreira se emociona após classificação mágica contra a LDU, no Allianz Parque Crédito: Cesar Greco/Palmeiras

O primeiro gol saiu aos 20 minutos com Ramón Sosa. Durante os acréscimos do primeiro tempo, Bruno Fuchs fez 2 a 0 e encheu os corações alviverdes de esperança. A partir daí o verdadeiro mágico do confronto surgiu, que já soma 10 temporadas pelo Palmeiras, Raphael Veiga. O jogador precisou de 18 minutos para empatar no agregado e mais 13, aos 81 minutos, de pênalti, para assumir a liderança na partida. Depois disso, a emoção e festa no chiqueiro prevaleceram, incendiando o Estádio Allianz Parque em uma noite mágica.

Raphael Veiga comemora seu gol que contemplou a virada história sob a LDU na Libertadores
Raphael Veiga comemora seu gol que contemplou a virada história sob a LDU na Libertadores Crédito: Cesar Greco/Palmeiras

Entre a multidão, um torcedor capixaba resolveu fazer uma loucura para poder acompanhar o clube na Libertadores. O torcedor e estudante de jornalismo Kenzo Gramigna presenciou de perto o clube do coração nas quartas e semifinais. O amor é tanto que, após, nas quartas, perder o prazo para as compras do setor normal, a única saída era comprar o camarote. E para um torcedor fiel vale fazer qualquer coisa pelo time do coração, até mesmo gastar mais do que planejava para assistir ao jogo. 

Estava muito nervoso por conta dos 3x0 da ida, porém acreditava nessa virada histórica. O estádio inteiro empurrou o time os 90 minutos de jogo, foi algo de arrepiar. Saímos classificados nesse jogo mágico e vamos em busca o tÍtulo contra o 'Cheirinho'!

Kenzo Gramigna

Torcedor alviverde
Kenzo conta que a semi foi algo mágico
Kenzo conta que a semi foi algo mágico Crédito: Acervo pessoal

Números do Palmeiras

  • 86% de aproveitamento: 10 vitórias, 1 empate e apenas 1 derrota em 12 partidas;

  • Melhor ataque: São 30 gols marcados com uma média de 2,5 por jogo;

  • Defesa consistente: a equipe saiu de campo sem ser vazada em 60% dos jogos, sofrendo apenas 9 gols.

No dia 29 de novembro, Palmeiras e Flamengo reeditam a finalíssima de 2021 e descobrem quem será o brasileiro que mais conquistou a Glória Eterna. 

Palmeiras e Flamengo disputam a 7ª final brasileira da Libertadores
Palmeiras e Flamengo disputam a 7ª final brasileira da Libertadores Crédito: Cesar Greco/Palmeiras; Adriano Fontes/Flamengo

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