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Brasileiro sem rebaixamento não emplaca em clubes gaúchos e CBF

A entidade enxerga razões técnicas e de legislação para não mexer nesse assunto e manter o critério de acesso e descenso

Publicado em 22 de Maio de 2024 às 11:23

Agência FolhaPress

Publicado em 

22 mai 2024 às 11:23
Estádio Beira-Rio, do Internacional, alagado.
Estádio Beira-Rio, do Internacional, alagado. Crédito: Agência FolhaPress
A sugestão de Renato Gaúcho de um Brasileiro sem rebaixamento não emplaca entre os clubes do Rio Grande do Sul e na CBF. No momento, é um cenário irreal, mesmo no que Grêmio, Internacional e Juventude têm em mente para o conselho técnico da Série A, segunda-feira (27). Os clubes gaúchos não abraçaram a campanha. Preferem não colocar o tema como assunto no momento, até pelos obstáculos técnicos.
O Inter disse nem ter chegado a debater esse tema. O Grêmio não quis se manifestar antes da reunião. O Juventude também não falou formalmente. Mas a Folha de São Paulo apurou que o clube entende que privar a chance de rebaixamento pode virar gatilho para vetos a outras pretensões no campeonato. O fato de a CBF ter confirmado o retorno do Brasileiro para o dia 1º de junho, com definição onde os times gaúchos vão mandar seus jogos fora de Porto Alegre, já mostra o cenário que deve se estender até o fim da temporada ou quando for possível.
Em relação à isenção de rebaixamento, a CBF é contra, tanto de forma ampla quanto a restrita aos gaúchos. A entidade enxerga razões técnicas e de legislação para não mexer nesse assunto e manter o critério de acesso e descenso. O presidente Ednaldo Rodrigues já disse à Globo que se um time pode ser campeão, ele também tem que ficar sujeito ao rebaixamento. A Lei Pelé estipula que haja acesso e descenso na elite: "Art. 89. Em campeonatos ou torneios regulares com mais de uma divisão, as entidades de administração do desporto determinarão em seus regulamentos o princípio do acesso e do descenso, observado sempre o critério técnico".

O que ficou para debate?

A CBF se antecipou e disse que a competição continua a partir do dia 1º. Os clubes vão falar sobre consequências da pausa. A CBF precisa ter um cenário sobre o que vai poder ou não fazer na hora de encaixar os jogos, no que diz respeito a intervalo entre partidas e o aparentemente inevitável choque com as datas Fifa. A CBF já disse aos clubes que há dificuldade de harmonização do calendário por causa do Mundial de Clubes do fim do ano. O Brasileiro está previsto para acabar, inicialmente, em 8 de dezembro. E tem jogo do intercontinental no dia 14, seis dias depois. O histórico recente da Libertadores aponta que a chance de um time brasileiro estar lá é enorme.

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