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Educação superior

Ufes terá novo reitor no comando a partir da próxima semana

O mandato atual termina no próximo domingo, dia 22, e o presidente Jair Bolsonaro precisa definir quem vai assumir a gestão pelo próximo quadriênio

Publicado em 16 de Março de 2020 às 14:43

Redação de A Gazeta

Publicado em 

16 mar 2020 às 14:43
Ufes: lista tríplice para escolha de reitor foi definida em dezembro Crédito: Fernando Madeira/Arquivo
Às vésperas do término do mandato do professor Reinaldo Centoducatte à frente da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), a comunidade acadêmica ainda aguarda a decisão do presidente Jair Bolsonaro sobre o futuro gestor. Há mais de três meses o Colégio Eleitoral da instituição definiu os nomes da lista tríplice, porém ainda não foi oficializada a nomeação de nenhum dos candidatos.  A expectativa, contudo, é de que na próxima semana a Ufes tenha um novo reitor.
A gestão de Centoducatte deve ser concluída no próximo domingo (22), e estão na lista para sucedê-lo a atual vice-reitora, Ethel Leonor Maciel, que recebeu a maioria dos votos (26); e os professores Paulo Sérgio de Paula Vargas e Rogério Faleiros, que ficaram empatados com 16 votos cada.  A votação do Colégio Eleitoral foi realizada no início de dezembro, e também participaram da disputa Gláucia de Abreu, que foi a escolha de 12 membros, e Surama Freitas, que teve uma indicação.
A eleição ainda estabeleceu uma lista tríplice para o cargo de vice-reitor, na qual o primeiro colocado foi o professor Roney Pignaton, com 30 votos, seguido por Gustavo Forde, com 16, e Cláudia Gontijo, com 13 indicações.
A relação com os três mais votados foi enviada ao Ministério da Educação (MEC), e depois para a Presidência da República fazer a escolha e nomeação. Não há obrigação de Jair Bolsonaro optar pelo candidato mais votado, embora essa tenha sido a tradição nos últimos anos. Questionado sobre a assunto, por nota o MEC informou apenas que "a nomeação do próximo gestor deverá ser publicada em breve."
Ethel Maciel, a mais votada pelo Colégio Eleitoral e também a preferida na consulta informal junto à comunidade acadêmica, acredita que a escolha será formalizada em breve. O resultado, porém, é incerto. Desde o início de seu governo, Bolsonaro já deixou de considerar a escolha da comunidade acadêmica, em pelo menos seis das 12 oportunidades que teve, e não escolheu o primeiro colocado. 
Em outras duas situações (no Rio de Janeiro e no Mato Grosso do Sul), ele nomeou uma pessoa de fora da lista tríplice, interinamente, sob a justificativa de que o processo eleitoral estava pendente na Justiça ou por considerar o processo eleitoral incorreto.
A Ufes foi procurada, mas até a publicação desta matéria não apresentou seu posicionamento. Assim que a instituição se manifestar, esta reportagem será atualizada.

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