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Sergio Vidigal

"Sou a favor de criar uma autoridade metropolitana na Grande Vitória"

Em seu quarto e, segundo ele, último mandato na Prefeitura da Serra, Sergio Vidigal quer que integração da Grande Vitória saia do papel, dividindo recursos e unificando serviços

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Publicado em 22/12/2020 às 06h00
Atualizado em 22/12/2020 às 06h00

No que promete ser sua última participação em um mandato eletivo, Sergio Vidigal (PDT) não é o mesmo prefeito que deixou o Executivo da Serra em 2012, ao fim da terceira vez que comandou a cidade. Após dois mandatos como deputado federal, o pedetista demonstra que, em seu quarto governo, promete atuar além das fronteiras de seu município, pelo menos quando o assunto é a integração da Região Metropolitana da Grande Vitória. Para o prefeito eleito, é preciso tirar este projeto do papel e destaca que o Estado e as prefeituras de Serra, VitóriaCariacica e Vila Velha poderiam dividir recursos em obras que atendessem a todos os moradores da região.

Vidigal diz, por exemplo, que serviços como os táxis, as bicicletas compartilhadas e o transporte coletivo poderiam ser administrados por uma "autoridade metropolitana", alguém escolhido pelos quatro prefeitos (ou mais, se considerarmos Viana, Guarapari e Fundão) e pelo governo do Estado. "Eu vou chamar eles (prefeitos eleitos) para conversar sobre esse assunto", propõe.

Em entrevista para A Gazeta, Vidigal fala de seus planos para o último mandato, promete um secretariado de perfil técnico e almeja resultados já nos primeiros 100 dias de governo, com uma reestruturação da administração da cidade – incluindo corte de secretarias e de cargos comissionados – e o início da digitalização dos processos administrativos, documentos escolares, fichas médicas e criminais da cidade.

O olhar para além do município, o motiva, por exemplo, a copiar ideias que ele considera terem sido bem executadas em Vitória, como o aplicativo Vitória Online e o Cerco Inteligente de Segurança. O novo gestor não descarta fazer um convênio com a Capital para facilitar a adaptação desses mecanismos na Serra. Vidigal também quer em seu primeiro ano chamar as 80 vagas restantes do concurso para a Guarda Municipal, instalar câmeras de reconhecimento facial pela cidade e, em parceria com o governo do Estado, reativar delegacias do Centro, de Carapina e colocar a de Jacaraípe para funcionar 24h.

Após 32 de carreira política, desde que se elegeu vereador em 1988, e sua recém-anunciada aposentadoria eleitoral – conforme declarou durante o Papo de Colunista, o pedetista não voltará a disputar eleição para nenhum cargo –, Vidigal não foge do assunto quando é questionado sobre quem será seu sucessor.

Ele lembra do projeto em que preparou Audifax Barcelos (Rede), hoje seu principal adversário político no município, como sucessor e aponta que seu vice, Thiago Carreiro (Cidadania), ou o filho Sérgio Eduardo Vidigal têm potencial para se tornar prefeitos da Serra, mas que, para isso, terão que mostrar resultados. "Não sou dono da Serra para chegar e dizer 'ah, esse será meu sucessor'. As pessoas têm que se construir."

VEJA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:

O senhor já anunciou que vai cortar entre 30% e 35% de cargos comissionados no município. Pode aprofundar isso? Quais as áreas afetadas?

Temos dois estudos prontos, um que passa o número de secretarias de 22, como é atualmente, para 16; e o outro que passa de 22 para 15. Ao reduzir essa estrutura, automaticamente você vai reduzir o número de cargos comissionados nessa estrutura. Mas não é simplesmente cortar, é preciso melhorar a eficiência. Nos primeiros dias, a ideia é aprovar a nova reforma administrativa (de secretarias). Depois vamos digitalizar o município, que é fundamental, e ampliar o efetivo da guarda municipal. Já tem um concurso de 170 vagas para guardas, 96 foram chamados e os outros, que já foram capacitados, estão aguardando, só não foram convocados. Como a validade do concurso foi prorrogada por conta da pandemia, nós vamos convocar o restante.

E como será essa reforma? Como vão ser divididas essas secretarias?

Nós vamos dividir a administração em quatro grupos. No núcleo de governo, onde ficarão a coordenadoria do governo (com status de secretaria), a Procuradoria-Geral e a Controladoria e Transparência. Depois, no núcleo de gestão, teremos a Secretaria de Gestão, Recursos Humanos e Tecnologia da Informação; Secretaria da Fazenda, Planejamento e Orçamento; Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade; e Secretaria de Serviços e a Secretaria de Comunicação. Ainda teremos o núcleo de políticas essenciais teremos as secretarias de Educação, de Saúde e de Segurança Pública e Defesa Social. Por fim, no núcleo de desenvolvimento estratégico, teremos as secretarias de políticas ambientais (unindo as pastas de Agricultura, Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente); de Desenvolvimento e Planejamento (que terá em seu guarda-chuva desenvolvimento econômico, empreendedorismo e a inovação tecnológica); de Cidadania e Políticas Públicas; de Políticas e Economia Solidária (que terão como áreas Cultura, Turismo, Esporte, Lazer, Qualidade de Vida e Felicidade); e de Mulheres, Direitos Humanos e Cidadania.

Como será construído o seu secretariado. Haverá indicações de partidos, por exemplo?

Eu não tenho esse compromisso com partidos, não. Se houver alguém até com ligação partidária, que seja um bom técnico, não está vetado, né. Fazer de um político um técnico é quase impossível, mas fazer de um técnico um político já não é tão difícil. As secretarias serão ocupadas por critérios técnicos, porque eu preciso de resultado, não sou candidato à reeleição. Então, eu preciso de ter resultados no mandato.

Quais foram os pleitos que fez em reunião com o governador e o que ele te respondeu?

Pedi para ele retomar a obra do Contorno de Jacaraípe, algo essencial para transformar a região em um polo de turismo, algo impossível como uma rodovia cortando a cidade. Além da reativação de delegacias desativadas na Serra. A delegacia do Centro está dentro do DPJ de Laranjeiras, assim como a delegacia de Carapina. A delegacia de Jacaraípe e a delegacia da Mulher só funcionam em horário comercial. Somos um município grande, precisamos de todas elas ativas e que funcionem 24 horas por dia.

E da parte do município, quais serão as principais medidas para a segurança que o senhor pretende adotar no primeiro ano de mandato?

Vamos investir em inteligência. Vamos investir no reconhecimento facial e no cerco integrado, como Vitória fez muito bem. Na Serra o índice de roubo de carros é muito grande. Será nos primeiros 180 dias.

Há recursos para isso?

Faremos por locação, como Vitória fez. Se for fazer licitação para comprar, demora muito tempo e ainda tem que fazer a manutenção. Essas ferramentas tecnológicas, como elas avançam muito, pode ser que daqui a três anos fique obsoleto e não funcione mais. Na locação, quem loca é quem faz a manutenção.

Quais serão os resultados que o senhor quer entregar nos primeiros 100 dias de governo?

A nova estrutura administrativa, dando mais eficiência na gestão. Digitalizar e informatizar a cidade. Essas são as medidas para os primeiros 100 dias.

Falando sobre essa reforma na estrutura, nas últimas semanas o Ministério Público ofereceu à Justiça uma ação contra o prefeito Audifax Barcelos por supostamente lotear cargos na prefeitura, com base em uma lei que criou 329 cargos sem função definida, que foi sancionada quando o senhor era prefeito. O MP pede que a lei seja revogada. O senhor pretende ocupar cargos a partir deste dispositivo?

Serão todas revogadas, vou criar uma nova estrutura administrativa então, consequentemente, vão ser revogadas todas leis de criação de cargos que foram aprovadas anteriormente. A prefeitura criou muitos cargos, os chamados CC5, que não são cargos de direção. Não posso usar do cargo comissionado (para ocupar vagas de serviços comuns, que não são de direção) porque eu vou fugir do acesso das pessoas ao serviço público. Quando é comissionado o convite é meu, pessoal, sem passar por um critério de seleção. Isso é ilegal (criar cargos comissionados para funções que não são de direção ou assistência).

Campanha eleitoral de Sergio Vidigal

Convenção do PDT na Serra confirmou a candidatura de Sergio Vidigal a prefeito da cidade
Convenção do PDT na Serra confirmou a candidatura de Sergio Vidigal a prefeito da cidade. Mesmo na pandemia, evento aglomerou grande número de pessoas. Divulgação
Sergio Vidigal, candidato a Prefeito de Serra, é recebido por apoiadores no comitê central, em Jacaraipe
Sergio Vidigal, candidato a Prefeito de Serra, chega em seu comitê no primeiro turno, após saber o resultado das urnas. Fernando Madeira
Casa de Thiago Carreiro, vice na chapa de Sergio Vidigal, candidato da Serra, teve a casa invadida neste domingo. O fato ocorreu em Guaianases
Casa de Thiago Carreiro, vice na chapa de Sergio Vidigal, candidato da Serra, teve a casa invadida no dia da eleição em 1º turno. Fernando Madeira
Debate Prefeitura da Serra
Segundo turno: debate entre Sergio Vidigal e Fabio Duarte (Rede). Fernando Madeira
Sérgio Vidigal votou pela manhã na Serra
Sérgio Vidigal votou pela manhã na Serra. Ao lado, seu vice, Thiago Carreiro. Elis Carvalho
Sérgio Vidigal (PDT) acompanhado da mulher Sueli Vidigal, na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF), no Bairro das Laranjeiras, na região da Grande Jacaraípe, na Serra.
Sérgio Vidigal (PDT) acompanhado da mulher Sueli Vidigal, na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF), no Bairro das Laranjeiras, na região da Grande Jacaraípe, na Serra. . Elis Carvalho
Sérgio Vidigal (PDT) é eleito prefeito da Serra
Sérgio Vidigal (PDT) é eleito prefeito da Serra. Fábio Vicentini
Sérgio Vidigal (PDT) é eleito prefeito da Serra
Em trio elétrico em Serra Sede, Vidigal fez discurso alfinetando adversários. Fábio Vicentini
Sérgio Vidigal (PDT) é eleito prefeito da Serra
Sérgio Vidigal (PDT) comemora com apoiadores. Fábio Vicentini
 Casagrande (PSB) se reúne com Vidigal (PDT) no Palácio Anchieta
Casagrande (PSB) se reúne com Vidigal (PDT) no Palácio Anchieta, após prefeito ser eleito. Rodrigo Araújo/Governo ES
 Casagrande (PSB) se reúne com Vidigal (PDT) no Palácio Anchieta, após prefeito ser eleito
 Casagrande (PSB) se reúne com Vidigal (PDT) no Palácio Anchieta, após prefeito ser eleito
 Casagrande (PSB) se reúne com Vidigal (PDT) no Palácio Anchieta, após prefeito ser eleito
 Casagrande (PSB) se reúne com Vidigal (PDT) no Palácio Anchieta, após prefeito ser eleito
 Casagrande (PSB) se reúne com Vidigal (PDT) no Palácio Anchieta, após prefeito ser eleito
 Casagrande (PSB) se reúne com Vidigal (PDT) no Palácio Anchieta, após prefeito ser eleito
 Casagrande (PSB) se reúne com Vidigal (PDT) no Palácio Anchieta, após prefeito ser eleito
 Casagrande (PSB) se reúne com Vidigal (PDT) no Palácio Anchieta, após prefeito ser eleito
 Casagrande (PSB) se reúne com Vidigal (PDT) no Palácio Anchieta, após prefeito ser eleito
 Casagrande (PSB) se reúne com Vidigal (PDT) no Palácio Anchieta, após prefeito ser eleito

No seu plano de governo, o senhor fala da reestruturação da Guarda. Como será isso, efetivamente?

A gente pretende criar unidades móveis para a Guarda Municipal, além de uma base, que hoje ela não tem. Ela fica dentro do Parque da Cidade. Temos o objetivo de terminar o mandato com 300 guardas municipais.

Sergio Vidigal (PDT)

Prefeito eleito da Serra

"Vamos valorizar o guarda da Serra, que hoje ganha R$ 1,3 mil. A gente tem uma rotatividade extremamente alta. Como eu vou investir para capacitar alguém que eu não tenho nenhuma garantia que vai ficar no serviço?"

Mas no ano que vem os Estados e municípios não podem reajustar salários, essa é uma promessa para 2022?

Não pode reajustar salário, mas a gente pode trabalhar com outros mecanismos, como trocar o salário por subsídio. Isso pode ser programado. A diferença é que o salário, no setor público, a cada dois ou três anos, o salário vai ampliando. No subsídio o salário é fixo. Por exemplo, eu sou médico, aquele que tem 20 anos de prefeitura ganha mais do que o médico que chegou hoje, sendo que os dois realizam a mesma função. Isso tem que acabar no setor público. Não pode ter essa diferença salarial. O Estado fez isso.

O senhor coloca como meta digitalizar a gestão, nos processos administrativos, nos documentos escolares, em prontuários médicos e até em fichas criminais. Como entregar isso nos 100 primeiros dias, como o senhor propõe?

Queremos aproveitar muito a experiência de Vitória. Nós podemos até fazer convênios para usar os mesmos aplicativos. Enquanto isso tem que ir digitalizando o nosso arquivo, por exemplo. A Serra hoje tem quatro almoxarifados grandes que são alugados para guardar papel. Imagina o que vai significar quando tudo for digitalizar. E isso só tem ali também. Na hora que digitalizar, um médico de uma outra unidade ao te atender terá acesso ao seu histórico. Vai facilitar a telemedicina.

O senhor disse que o seu vice, Thiago Carreiro (Cidadania), não ficaria ocioso. Onde o senhor pretende colocá-lo na administração?

Eu não sei hoje qual espaço seria o melhor para ele, estamos terminando de reestruturar as secretarias, mas eu defendo que ele tenha uma atividade, já que ele será remunerado ocioso ou não e, acima de tudo, porque pode contribuir pelo conhecimento que ele tem. Nessa área de empreendedorismo é onde ele tem o perfil.

E o lado político, o senhor pretende prepará-lo para ser prefeito um dia?

O lado político cada um tem que aproveitar as oportunidades. Hoje, se habilita quem apresentar resultados. Esse negócio de preparar alguém, acho que essa fase acabou.

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"Eu, por exemplo, decidi em 2002 que queria fazer o meu sucessor. Preparei um para ser o meu candidato, que foi o Audifax. Uma das reclamações que eu faço sobre ele é que ele não teve compromisso com a cidade de preparar alguém para ser prefeito. Não posso pegar de última hora alguém que não está preparada para disputar a eleição"

O Sérgio Eduardo Vidigal, seu filho, chegou a ser nomeado no governo do Estado, mas o ato foi desfeito. Ele também já ensaiou ser candidato na Serra. Ele pode também ser um sucessor da sua família na política, uma vez que o senhor e a sua esposa, Sueli Vidigal, estão deixando a vida pública após esse mandato?

É uma vontade que ele tem. Eu não sou dono da Serra para dizer 'ah, você é o sucessor'. As pessoas têm que se construir. O que fez o meu capital não foi só a política, foi o meu trabalho de médico, porque a população tinha muita gratidão por isso. Tanto que eu quero que esse seja meu último mandato, não é para botar pijama não, quero continuar trabalhando com aquilo que me dá mais prazer: trabalhar como médico.

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"Eu não sou dono da Serra para dizer 'ah, você é o sucessor'. As pessoas têm que se construir. O que fez o meu capital foi o meu trabalho de médico, a população tinha gratidão. Tanto que eu quero que esse seja meu último mandato, não é para botar pijama não, é para trabalhar com aquilo que me dá mais prazer: ser médico"

Sobre a integração da Grande Vitória, uma conversa que existe desde 1995, mas que pouco saiu do papel, acha que neste próximo mandato essa ideia pode se concretizar?

Quando eu entrei, em 97, eu e o Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), com quem eu tinha uma identificação de gestão muito grande, a gente atuou de forma metropolitana. O banco de microcrédito a gente fez atuando juntos. Só que, com o passar do tempo, nunca mais se discutiu região metropolitana. Eu defendo que se crie, por exemplo, uma autoridade metropolitana para se discutir os problemas metropolitanos. Vamos conversar com o governo, porque é ele hoje que faz a gestão. Poderia fazer captação de financiamento como região metropolitana, porque intervenções de mobilidade urbana, onde precisa de um custo maior? Vitória. Mas Serra, Vila Velha e Cariacica não topam contribuir para fazer intervenção em Vitória. Cada prefeito vira rei em sua cidade.

O senhor é a favor então de uma união de recursos?

Lógico, tem que ter e o governo participar. Na Serra, por exemplo, quando entramos no sistema Transcol nós abrimos mão do ISS. O governo do Estado não pode pegar esse dinheiro que eu abri mão para fazer a gestão da Ceturb somente. Isso tem que servir para fazer as intervenções metropolitanas. Não temos nem assento no conselho da Ceturb para discutir valor de tarifa. E não é só o transporte coletivo. O sistema de táxi, por exemplo, eu acho que tem que ser metropolitano. Por que um táxi da Serra não pode pegar um passageiro no Aeroporto de Vitória se só tem um aeroporto e o cara mora na Serra? Acho que a Guarda também pode ser metropolitana. As bikes compartilhadas também ppoderiam ser metropolitanas.

Na eleição da Mesa Diretora da Câmara da Serra, o senhor pretende intervir de alguma forma?

Acho que prefeito não tem que intervir em eleição de Câmara. Não preciso de 12 vereadores somente para governar, apesar de que com esse número se faz um presidente (na Serra há 23 vereadores, no total). Câmara tem que ter autonomia. A única coisa que a gente não gostaria é que esse instrumento fosse usado como negociação com o Executivo, também não topo.

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