Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Bancada capixaba

Reforma tributária: saiba como votaram os deputados federais do ES

Maioria dos parlamentares do Estado acompanhou o relatório e as propostas de mudança no sistema tributário, que prevê a simplificação de impostos sobre o consumo

Publicado em 07 de Julho de 2023 às 04:00

Redação de A Gazeta

Publicado em 

07 jul 2023 às 04:00
Votação da reforma tributária na Câmara dos Deputados
Votação da reforma tributária na Câmara dos Deputados Crédito: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
A aprovação do texto da reforma tributária nesta quinta-feira (6) em primeiro e segundo turnos, na Câmara Federal, teve o apoio da maioria dos deputados do Espírito Santo. Na bancada capixaba, apenas três parlamentares — Evair de Melo (PP), Gilvan da Federal (PL) e Messias Donato (Republicanos) — votaram contra as propostas de mudança no sistema tributário nacional que, entre outras alterações, prevê  a simplificação de impostos sobre o consumo.
Antes da votação, o coordenador da bancada, deputado Da Vitória (PP), fez um discurso em que manifestava que a reforma tributária unia os parlamentares do Estado e que a aprovação seria importante para "retirar o país do buraco" do excesso de tributações. No entanto, Evair e Messias não seguiram nem mesmo a orientação de seus partidos, que recomendavam a aprovação da reforma. O PL, de Gilvan, havia orientado que os parlamentares da legenda rejeitassem o texto da reforma.
Além de Da Vitória, se manifestaram a favor da reforma Amaro Neto (Republicanos), Dr. Victor Linhalis (Podemos), Gilson Daniel (Podemos), Helder Salomão (PT), Jack Rocha (PT) e Paulo Foletto (PSB). 
A votação em primeiro turno terminou com 382 deputados a favor da reforma, 118 contrários e outros três se abstiveram. Em segundo turno, a proposta teve 375 a 113.

Como votaram os deputados capixabas:

A favor:
  • Amaro Neto (Republicanos)
  • Da Vitória (PP)
  • Dr. Victor Linhalis (Podemos)
  • Gilson Daniel (Podemos)
  • Helder Salomão (PT)
  • Jack Rocha (PT)
  • Paulo Foletto (PSB)
Contra:
  • Evair Vieira de Melo (PP)
  • Gilvan da Federal (PL)
  • Messias Donato (Republicanos)

Esforço concentrado

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), elegeu a reforma tributária como a prioridade do semestre. Em janeiro, ele criou um grupo de trabalho para avançar na discussão do texto, relatado pelo deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). A coordenação da equipe ficou a cargo do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). O grupo encerrou os trabalhos no começo de junho e, desde então, diversos atores políticos vinham negociando os detalhes. Lira convocou um esforço concentrado de votações para esta semana e fez um apelo para que a proposta não fosse transformada em uma "batalha político-partidária".
Após ter pleitos atendidos pelo relator, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) divulgou nota em apoio à proposta. No plenário, os líderes de partidos de centro-direita, como PP, PSD, MDB e União Brasil orientaram suas bancadas a votar a favor da reforma. O Republicanos fechou questão a favor do texto, após o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, integrante da sigla, ter chegado a um acordo com o relator para que algumas de suas reivindicações fossem aceitas. Os partidos de esquerda apoiaram em peso a proposta.
A reforma tributária foi eleita como uma das prioridades do atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que aceitou bancar o Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR) para reduzir desigualdades entre os Estados, ponto que travou o andamento da proposta no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nos últimos dias, contudo, Lira e os principais líderes partidários da Câmara ficaram incomodados por avaliarem que o governo Lula estava muito mais empenhado em aprovar o projeto que retoma o chamado "voto de qualidade" no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) do que em destravar a proposta de unificação dos tributos sobre consumo.
O PL, partido de Bolsonaro, opositor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tentou adiar a votação. Após o requerimento ser rejeitado no plenário, a sigla orientou contra a aprovação da tributária. "A espinha dorsal da proposta sempre foi uma aposta e uma opinião do presidente Bolsonaro. Agora, qual seria o comportamento dos partidos de oposição no governo Bolsonaro se tivesse uma proposta complexa como essa e modificada de última hora?", argumentou o líder do PL na Câmara, Altineu Côrtes (RJ).

Mudanças aprovadas

No texto aprovado, foram consideradas as modificações na transição para o novo sistema tributário e a criação de uma Cesta Básica Nacional – relação de produtos básicos consumidos pelas famílias e que terão alíquota reduzida a zero. O relator decidiu reduzir ainda mais a alíquota de bens e serviços que terão regime favorecido no novo sistema de cobrança do IVA (Imposto sobre Valor Agregado).
Até então, o texto previa a fixação de uma alíquota padrão — ainda não definida, mas estimada em cerca de 25% — e de uma reduzida, equivalente a 50% da cobrança cheia. Em nova versão do parecer, Ribeiro decidiu cortar essa proporção a 40%. Isso significa que, sob uma alíquota hipotética de 25%, os itens contemplados pela cobrança menor recolheriam 10%, em vez de 12,5% como ocorreria na versão anterior.
O rol de mercadorias a serem alcançadas ainda precisará ser regulamentado, mas a mudança atende a uma demanda de diferentes setores e parlamentares. Na versão anterior do texto, os produtos da atual cesta básica teriam desconto de 50% na tributação, gerando temores de aumento de carga, o que foi negado pelo governo e por Aguinaldo Ribeiro. 
A lista de bens e serviços contemplados pela redução inclui medicamentos, dispositivos médicos e serviços de saúde, serviços de educação, transporte coletivo, produtos agropecuários in natura e artigos da cesta básica. Veja a lista completa:
  • Medicamentos, serviços de saúde, dispositivos médicos e de acessibilidade para pessoas com deficiência e medicamentos e produtos de cuidados à saúde menstrual;
  • transporte público coletivo urbano, semiurbano ou metropolitano;
  • serviços de educação;
  • produções artísticas, culturais, jornalísticas e audiovisuais nacionais;
  • produtos agropecuários, pesqueiros, florestais e extrativistas vegetais in natura;
  • insumos agropecuários, alimentos destinados ao consumo humano e produtos de higiene pessoal. 
Também foi concedido maior poder a Estados das regiões Sul e Sudeste no desenho do Conselho Federativo, órgão colegiado que vai arrecadar e gerir o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – substituto do ICMS estadual e do ISS municipal.
A reforma ainda cria um tributo de competência federal sobre produtos, bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros e bebidas alcoólicas. O Imposto Seletivo – que servirá como uma versão atualizada do chamado Imposto do Pecado – poderá incidir em mais de uma etapa da cadeia de produção e na importação (não incidindo nas exportações).
Jatinhos, iates e lanchas atualmente não pagam imposto. A partir da reforma, será permitida a cobrança e ainda há possibilidade de o imposto ser progressivo, dependendo do impacto ambiental causado. O relator, porém, afirmou que a medida não irá onerar aeronaves ou barcos voltados à pesca, transporte, pesquisa científica ou subsistência. Também ficam de fora as plataformas de petróleo.
O relator propôs que o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) seja progressivo conforme o valor da herança ou da doação e que seja cobrado no domicílio do falecido, para evitar que os herdeiros fujam da tributação. A proposta também prevê a cobrança sobre heranças no exterior.
Com informações da Agência Estado e da Folhapress

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

O TikTok Day Espírito Santo acontecerá no Enjoy Business, em Vila Velha, no próximo dia 25 de junho, de 13h às 17h.
Turbo Partners promove evento que traz lideranças do Tik Tok pela primeira vez ao Espírito Santo
A Polícia Civil apreendeu lanças-perfumes que seriam vendidos em evento do jogo do Brasil nesta sexta-feira (19)
500 frascos de lança-perfume são encontrados em condomínio na Serra
Edital seleciona ideias inovadoras que podem receber até R$ 30 mil no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados