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Mesmo após pandemia

No ES, parte dos servidores vai poder trabalhar de casa definitivamente

O teletrabalho deve ser regulamentado pelo governo do Espírito Santo a partir de setembro. Os funcionários, que não atuam em serviços essenciais, terão planos de metas e farão reuniões por videoconferência

Publicado em 10 de Agosto de 2020 às 15:14

Redação de A Gazeta

Publicado em 

10 ago 2020 às 15:14
O Governador Renato Casagrande ao lado da secretária de Gestão e Recursos Humanos, Lenise Loureiro
O governador do Estado, Renato Casagrande, ao lado da secretária estadual de Gestão e Recursos Humanos, Lenise Loureiro Crédito: Facebook
Atualização:  Em versão anterior desta reportagem, havia no título e no texto a informação de que até 5 mil servidores do governo do Espírito Santo entrariam em teletrabalho definitivamente. Em entrevista à Rádio CBN Vitória, na manhã desta segunda-feira (10), a secretária de Estado de Gestão e Recursos Humanos, Lenise Loureiro, mencionou que dentro dos 5 mil servidores do governo do Estado que trabalharam de casa durante a pandemia de Covid-19 alguns adotariam o teletrabalho de forma permanente, mas, não informou se haveria um limite. No final da tarde, a assessoria de imprensa da pasta entrou em contato com a redação de A Gazeta para informar que um decreto vai estabelecer que no máximo cerca 1 mil desses poderão ser dispensados do trabalho presencial.  
Legado da pandemia do novo coronavírus, o trabalho remoto pode ser regulamentado para até mil servidores do governo do Espírito Santo a partir de setembro. Os funcionários, que não atuam em serviços essenciais, como saúde e segurança pública, terão planos de metas e resultados e farão reuniões por videoconferência. A quantidade máxima de trabalhadores é a mesma que passou a exercer as funções de casa desde março. O regime presencial foi retomado parcialmente em 1º de agosto, com 50% das equipes nos setores. 
A secretária estadual de Gestão e Recursos Humanos, Lenise Loureiro, afirmou, em entrevista a Rádio CBN Vitória, nesta segunda-feira (10), que o período serviu como teste para o governo observar quais áreas funcionam bem em regime remoto. Como resultado, a pasta formou uma comissão para orientar os gestores a desenvolverem metas e resultados que serão exigidos de quem continuar a trabalhar das suas residências. A definição sobre quem retornará ou não ao ofício presencialmente será tomada pelos responsáveis por cada setor. 
Dos mais de 50 mil servidores do governo estadual, apenas 5 mil fizeram home office durante quatro meses da pandemia. E é entre esse grupo de funcionários  que devem ser escolhidos os que vão permanecer em trabalho remoto a partir do próximo mês.
A secretária explica que o número é pequeno em comparação com o total por incluir apenas aqueles que não atuam em serviços essenciais, como segurança pública, saúde e educação.
Até o dia 31 de agosto, o Executivo estadual está funcionando com revezamento de pelo menos 50% da equipe, exceto quem faz parte do grupo de risco para a Covid-19.
"Considero que, desde o início do mês, 2.500 servidores estão diariamente em seus postos de trabalho. Esse decreto vale até o final do mês e, até lá, vamos observando o cenário da pandemia. Desejamos muito que não tenhamos a necessidade de revalidar o decreto, mas queremos que a secretaria e os órgãos possam estabelecer, ainda neste mês, quem irá para o teletrabalho", disse Lenise.

PORTAL ÚNICO PARA ATENDIMENTO

Além de estipular protocolo e metas para quem vai assumir postos em teletrabalho, o governo do Estado trabalha também na construção de um portal único que concentre o atendimento de todos os órgãos para facilitar a comunicação com a população.
"Queremos fazer um portal único, onde o cidadão pode chegar e encontrar qual órgão procurar para cada serviço. Serviços digitais serão mais fortalecidos para atendermos cada vez mais remotamente. Isso pode gerar economia para o Estado e para o cidadão", pontuou a secretária.
De acordo com Lenise, a pandemia acelerou o processo de digitalização de documentos e serviços. Os atendimentos em todos os órgãos estaduais, conforme a secretária, não foram interrompidos, apenas conduzidos por meio de agendamento ou de forma virtual. O processo, garante, trouxe mais agilidade na entrega de serviços à população.
"Claro que a gente quer mais resultados para os cidadãos. Estamos para publicar um decreto que fala desse novo momento pós-pandemia e como vamos trabalhar a modernização e o fomento desse teletrabalho. Isso inclui plataformas de reuniões de teletrabalho, para deliberar e fazer entregas rápidas para os cidadãos", acrescentou.

ECONOMIA DE TEMPO E DINHEIRO

A intenção do governo estadual é gerar economia para os cofres públicos e para o bolso do cidadão, segundo Lenise. A possibilidade de ter acesso aos serviços de forma virtual e resolver demandas em uma plataforma única, afirma a secretária, vai poupar tempo e investimento tanto do Estado quanto da população.
"É economia em todo sentido, até para o meio ambiente é bom com a diminuição de deslocamentos de carro. A modernização das rotinas administrativas vai trazer melhoria da qualidade de vida do servidor e reduzir custos de locação de espaços e área de trabalho para o Estado. O próprio cidadão não vai precisar se deslocar para ter acesso aos serviços também."
Embora não tenha definição sobre a data exata da volta presencial dos servidores que hoje fazem revezamento e não ficarão em trabalho remoto, a secretária apontou que, mesmo sem uma vacina, o governo se prepara para o retorno em breve. "Estamos com a expectativa que a vacina chegue o quanto antes, mas as atividades devem acontecer com todo o cuidado. Esperamos restabelecer funcionamento de forma plena, se o cenário da pandemia permitir, a partir de setembro com o fortalecimento de teletrabalho", finalizou.

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