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ES coloca PMs de prontidão para atuar no dia 7 de setembro

Quem trabalha na administração já deve preparar a farda de ir para a rua. E as folgas programadas para o período entre 3 e 12 de setembro estão suspensas

Quartel da Polícia Militar, em Maruípe, Vitória
Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, em Maruípe, Vitória. Crédito: Bernardo Coutinho

O subcomandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), coronel Ronaldo Mutz, expediu ofício, datado de quinta-feira (26), determinando que todo o efetivo empregado na administração fique de prontidão para atuar, no policiamento, nas manifestações do dia 7 de setembro.

"Haverá o empenho nas manifestações do dia 07 de setembro de todo o efetivo administrativo dos CPOs, (Comandos de Polícia Ostensiva) Unidades Operacionais, CA-Aj. Geral (Centro Administrativo da Ajudância Geral), DS (Diretoria de Saúde) e Corpo Musical", diz o texto, ao qual A Gazeta teve acesso.

Durante o expediente, entre os dias 6 e 10 de setembro, os policiais da administração devem usar as fardas utilizadas pelos militares que atuam nas ruas, o uniforme de policiamento ostensivo geral, "mantendo ainda os EPIs (equipamentos de proteção individual) obrigatórios em condições, caso haja a necessidade de acionamento".

FOLGAS SUSPENSAS

Quem conseguiu dispensa, folga, entre os dias 3 e 12 de setembro vai ter que refazer os planos. "Fica suspensa a concessão de qualquer tipo de dispensa no período de 03 a 12 de setembro de 2021, e as que forem concedidas, deverão se encerrar até o dia 03 de setembro de 2021", determinou o subcomandante-geral.

Apoiadores do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) organizam manifestações em diversas cidades do país, marcadas para o 7 de Setembro, em apoio ao chefe do Executivo federal.

Entre as pautas, estão bandeiras que emulam discursos de Bolsonaro, como a adoção do voto impresso com contagem manual, e ataques aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O presidente também tem feito ataques à democracia, como ao ameaçar a não realização de eleições em 2022, ou ao falar em contragolpe.

Esses discursos ecoam fortemente, via de regra, justamente entre policiais militares. O presidente tem usado, ainda, as Forças Armadas para passar recados políticos, sobretudo com o apoio dos comandantes da Marinha e da Aeronáutica. Um desses recados foi um desfile militar que, de forma inédita, transitou pela Praça dos Três Poderes, em Brasília, no último dia 10.

Um oficial da ativa da Polícia Militar de São Paulo chegou a convocar, por meio das redes sociais, "amigos" a comparecerem aos atos pró-Bolsonaro. Nas publicações ele também atacou o STF e o governador João Doria (PSDB), a quem a PM paulista está submetida.

Acabou afastado da função de comando e responde a Inquérito Policial Militar (IPM) e ainda a um inquérito civil, instaurado pelo Ministério Público Estadual.

Doria chegou a alertar outros governadores quanto ao "crescimento desse movimento autoritário para criar limitações e restrições, com emparedamento de governadores e prefeitos".

No Espírito Santo, o secretário de Estado da Segurança Pública e ex-comandante da PM, coronel Alexandre Ramalho, já descartou qualquer risco: "As Inteligências de todo Sistema de Segurança Pública acompanham e monitoram situações que possam prejudicar o bom andamento da democracia".

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