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Publicado em 18 de março de 2022 às 12:23
Investigado por participar de um suposto esquema de superfaturamento da compra de álcool gel pelo governo do Estado, o ex-subsecretário de Agricultura do Espírito Santo, Rodrigo Vaccari dos Reis, disse que “não se condena ninguém antecipadamente”. >
Rodrigo foi exonerado pelo governador Renato Casagrande (PSB) nesta sexta-feira (18), conforme publicação do Diário Oficial. A Polícia Federal pediu a prisão do comissionado, mas a Justiça determinou que ele fosse afastado de suas funções públicas.>
Segundo a Polícia Federal, Vaccari teria recebido R$ 840 mil após um contrato firmado entre uma empresa, sediada em Macaé, no Rio de Janeiro, com o governo do Estado, no valor de R$ 6,36 milhões. Foram comprados 400 mil frascos de 500 ml de álcool gel.>
De acordo com as investigações da PF, parte do dinheiro obtido como propina teria sido aplicado em benfeitorias em um imóvel com campo de futebol e piscina localizado em Nova Almeida, na Serra. No endereço foram apreendidos eletrônicos e documentos em nova fase da Operação Volátil II, deflagrada nesta quinta-feira (17). >
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Por meio de nota, Vaccari afirmou que "é um equívoco grave afirmar que houve superfaturamento, tomando como base os preços do álcool em gel em períodos de normalidade". Confira a nota na íntegra:>
"Não se condena ninguém antecipadamente. É um equívoco grave afirmar que houve superfaturamento, tomando como base os preços do álcool em gel em períodos de normalidade. Outro grande erro é usar distorções para justificar suposições, como a compra ou benfeitorias em uma chácara com dinheiro proveniente de vantagens indevidas, quando a aquisição do bem é de mais de uma década atrás, e a reforma foi feita com recursos próprios e recibos que datam de antes do pagamento feito por empresa contratada na pandemia, portanto anterior aos fatos apurados. O cidadão de bem do Espírito Santo tem o direito de conhecer a verdade, e para isso não medirei esforços".>
O delegado Ivo Roberto Silva, da Delegacia Regional de Repressão às Organizações Criminosas, da PF, explicou que o então subsecretário foi apresentado ao empresário que venceu o certame público por meio de um lobista.>
A aquisição envolveu a aplicação de verba destinada ao Estado pelo governo federal. A investigação começou em 2020, quando a Polícia Federal recebeu informações da Controladoria Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES) sobre um possível superfaturamento nesse contrato.>
O Governo do Estado vem à público prestar os esclarecimentos acerca dos procedimentos para aquisição de insumos e equipamentos na pandemia do novo Coronavírus (Covid-19). Diante da necessidade de enfrentamento da doença, o Espírito Santo adotou a estratégia da criação do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), estrutura pensada para resposta a desastres, com o apoio de servidores de diversas Secretarias e Órgãos do Poder Executivo Estadual. Em decorrência deste tipo de estrutura é que se deu a participação do servidor da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), que já foi afastado das funções que ocupava até a devida apuração dos fatos.>
A Secretaria de Estado de Controle e Transparência (Secont), atua desde o início do caso, com compartilhamento de provas judiciais concedido pela Justiça Federal, a pedido do próprio Governo do Estado. As empresas envolvidas já respondem a Processo Administrativo de Responsabilização, especialmente pela possibilidade de uso de documentos falsos durante a contratação, e qualquer servidor envolvido terá, desde já, sua conduta apurada pelo sistema correcional do Estado.>
Vale registrar que, ao longo da pandemia, o Governo do Espírito Santo se notabilizou pela eficiência e transparência de seus atos, sendo reconhecido por entidades de destaque na área como o Estado mais transparente do País, incluindo, no enfrentamento à pandemia. Além de ser o Estado mais efetivo do País na aplicação da Lei Anticorrupção, zelando pela boa aplicação de recursos e não tolerando atitudes incompatíveis. Por fim, o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) acredita que todas as eventuais dúvidas serão dirimidas e afastada qualquer tipo de suspeita que recaia sobre esta ou qualquer outra aquisição realizada pelo Estado.>
A nota é assinada pelo secretário de Estado de Governo, Álvaro Rogério Duboc Farjado, e pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes de Medeiros Junior. >
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