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Leonel Ximenes

Operação da PF-ES: delegado já atuou em uma das regiões mais violentas do mundo

Responsável pela condução da Operação Volátil II é especialista em combate ao tráfico internacional de drogas

Publicado em 17 de Março de 2022 às 18:31

Públicado em 

17 mar 2022 às 18:31
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes Leonel Ximenes
Delegado federal Ivo Silva já atuou na região da fronteira dos EUA com o México
Delegado federal Ivo Silva já atuou na região da fronteira dos EUA com o México Crédito: SRPF/ES
Responsável pela coordenação da Operação Volátil II, que investiga suposto esquema de superfaturamento de compra de álcool 70 pelo governo do Estado, o delegado federal Ivo Silva, da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal no Espírito Santo, é especialista em combate ao tráfico internacional de drogas.
O delegado atuou, de 2019 a 2021, como oficial de ligação da Polícia Federal na cidade norte-americana de El Paso, no Texas, que fica próxima à fronteira com o México, considerada uma das regiões mais violentas do mundo, por causa da intensa atuação dos cartéis de drogas.
De acordo com o Ministério da Justiça e da Segurança Pública, a presença da Polícia Federal do Brasil no Centro de Inteligência em El Paso fortalece a cooperação policial internacional, permitindo uma maior integração nas ações de repressão à criminalidade organizada transnacional.
“O centro é responsável pela cooperação internacional entre Estados Unidos, México, Brasil, Canadá e Colômbia dentre outros países, concentrando 26 forças de combate ao crime transnacional. Prevenção e repressão a crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, contrabando, tráfico de pessoas, além de crimes migratórios são o foco do projeto”, explicou o Ministério, a respeito da missão em que o delegado estava envolvido.
Em 2011, o policial federal se destacou numa operação antecedida por uma investigação que levou dois anos e resultou na apreensão total de 620 quilos de cocaína. Na ocasião, foi interceptada uma quadrilha que embarcava cocaína para a Europa. Ao todo, 47 pessoas foram presas.
“Eles embarcavam carregando sacolas de supermercado, com sucrilhos, com qualquer outro tipo de cereal e aí a caixa era utilizada para ocultar cocaína. Então, para quem via era simplesmente um embarque de produtos alimentícios, que é comum de quem está viajando há muito tempo”, afirmou o delegado à época, ressaltando que o entorpecente era içado nos navios em carregamentos de 100 a 200 quilos. E o destino da droga era sempre a Europa.

Leonel Ximenes

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Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo.

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