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Célia Tavares promete aumentar verba da educação de 27% para 30% da receita

Em entrevista ao Bom Dia Espírito Santo, a candidata a prefeita de Cariacica frisou que aumento seria gradativo. Ela também falou sobre o governo federal e a atual gestão municipal

Vitória
Publicado em 26/11/2020 às 17h07
Célia Tavares (PT), candidata a prefeita de Cariacica em entrevista ao BDES
Célia Tavares (PT), candidata a prefeita de Cariacica em entrevista ao Bom Dia Espírito Santo. Crédito: Reprodução/G1

A candidata a prefeita de Cariacica Célia Tavares (PT) afirmou, em entrevista ao Bom Dia Espírito Santo, da TV Gazeta, nesta quinta-feira (26), que vai aumentar o percentual da receita destinada à pasta da Educação de 27% para 30% até o final de seu mandato. O percentual atual é fixado por uma lei municipal. De acordo com a candidata, o aumento será gradual e tem como objetivo alcançar as metas estipuladas pelo Plano Nacional de Educação, como ampliar as vagas em escolas de tempo integral e creches.

"Quando você cuida da cidade como prefeita tem que cuidar de todas as áreas, por isso que eu disse que vamos aumentar gradativamente de 27% para 30%. Existem carências em todas as áreas, mas existem metas a serem cumpridas na educação, estabelecidas pelo plano nacional", pontuou.

Outro compromisso firmado foi a construção de um Centro de Especialidades em até quatro anos. Para viabilizar isso, a candidata afirma que consultou especialistas para compor a proposta. "Vamos criar o Centro de Especialidades tendo mais médicos e ampliar o horário de atendimento. Isso é possível porque temos 15% do orçamento para investir em saúde e temos os recursos do SUS", apontou.

O prazo para entrega, no entanto, não foi estabelecido. "Primeiro nós vamos precisar nos situar sobre as finanças. Qualquer coisa que eu fale aqui sem saber como estará as finanças do município, é bom que se diga que o atual prefeito fez um empréstimo e está deixando dívidas para o próximo pagar", afirmou.

Essa não foi a única crítica feita pela petista à atual gestão, do prefeito Juninho (Cidadania). Questionada sobre de onde sairia a verba para cumprir as promessas, tendo em vista que o município sofre com um orçamento apertado, rebateu: "Você coloca dados de um governo que está com a casa completamente desarrumada. Isso quem diz é o povo e as pesquisas. Você precisa fazer investimento, mas com suas finanças em dia. Eu tenho compromisso com as finanças, não vamos gastar mais do que é preciso, mas existem investimentos que precisam ser feitos em áreas essenciais como educação e saúde."

RELAÇÃO COM GOVERNO DEVE SER INSTITUCIONAL, INDEPENDENTE DE PARTIDOS

Uma forma de conseguir melhorias para o município são os convênios entre prefeitura, governo do Estado e federal. Célia foi questionada, então, se o fato de ser de um partido de oposição ao governo federal pode resultar em dificuldades para administrar o município com o auxílio da União. A candidata sustenta que manterá uma relação institucional com a gestão de Jair Bolsonaro (sem partido) e que a diferença partidária ou ideológica não deveria influenciar.

"As pessoas afirmarem que o fato de você ser de um partido diferente do governo estadual ou federal é um impedimento, isso é velha política. Eu tenho obrigação de ter uma relação institucional com quaisquer pessoas que estejam ocupando cargos independente de ideologias ou partidos. E isso eles também. Afirmar isso é chamar atenção para uma coisa mesquinha, pequena. Célia, prefeita de Cariacica, vai ter uma relação institucional com todos os governos", assinalou.

A candidata ressaltou, ainda, que seu principal aliado político, o deputado federal e ex-prefeito Helder Salomão (PT), é do mesmo partido, "faz oposição" ao governo e "entretanto" ajuda Cariacica com emendas. Uma delas, de acordo com a candidata, teria sido encaminhada pelo parlamentar para investir na informatização das unidades da saúde, mas que não teriam sido usadas por "incompetência da atual gestão."

GOVERNO PROMETEU MAIS QUE A FORÇA NACIONAL

Célia voltou a afirmar durante a entrevista que a presença da Força Nacional no município não diminuiu os índices de violência. A estratégia foi colocada em prática com a chegada das tropas ao município em agosto de 2019. Cariacica representou a Região Sudeste no Programa de Enfrentamento à Criminalidade Violenta do governo federal. A escolha do município levou em consideração os índices de homicídio entre os anos de 2015 e 2017.

"A avaliação não é pessoal. São dados. A presença da força nacional no município não fez diminuir a violência. Isso nos mostra que o combate à violência não se resume à militarização", apontou a candidata.

A petista lembrou, no entanto, que o projeto-piloto do governo federal falava, também, em ações voltadas para políticas públicas nas áreas de educação e saúde, o que, de acordo com ela, não foi cumprido. "O prometido não foi que seria apenas a força policial. O prometido é que teria investimento mas políticas sociais o que não está acontecendo, então temos que cobrar", salientou.

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