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Suspeitos de trabalho escravo e receptação são presos em Alfredo Chaves

Um dos suspeitos mantinha família — três crianças e de dois adultos — em situações análogas ao trabalho escravo em uma fábrica de embalagens na localidade de Ribeirão do Cristo

Tempo de leitura: 2min
Publicado em 04/07/2022 às 20h57

Dois homens foram presos pela Polícia Civil durante uma operação realizada na zonal rural de Alfredo Chavesregião Serrana do Estado. Um dos suspeitos, de 54 anos, foi preso pelo crime de trabalho análogo à escravidão, e o segundo, de 46 anos, por receptação. A ação aconteceu na última quinta-feira (30), mas as informações foram divulgadas nesta segunda (4).

A operação foi realizada por equipes da Delegacia de Polícia (DP) de Alfredo Chaves, da Polícia Militar e do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES).

Segundo a Polícia Civil, o homem de 46 anos, preso por receptação na localidade de Bom Retiro, foi conduzido à delegacia e liberado após pagar fiança. Durante a ação, foi apreendida a caminhonete do suspeito, que tinha restrição de impedimento judicial.

DENÚNCIA DE TRABALHO ESCRAVO

A Polícia Civil também foi à localidade de Ribeirão do Cristo averiguar uma denúncia de trabalho escravo contra um homem de 54 anos. Titular da Delegacia de Polícia de Alfredo Chaves, o delegado Luis Carlos Pascoal contou que crianças e adultos foram encontradas nessa situação.

Luis Carlos Pascoal

Delegado titular da Delegacia de Polícia de Alfredo Chaves

"No local, foi constatado o serviço de três crianças, de 4, 8 e 11 anos, e de dois adultos, de 31 e 34 anos, em situações análogas ao trabalho escravo, atuando em uma fábrica de embalagens. Toda a família e o proprietário do sítio foram encaminhados para a Delegacia de Alfredo Chaves"

Segundo o delegado, o suspeito tem passagens criminais por homicídio, roubo, porte irregular de arma de fogo e ameaça.

A corporação disse que o suspeito foi autuado por reduzir as vítimas (cinco pessoas) à “condição análoga a de escravo”, como estabelece o Artigo 149 do Código Penal, e levado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarapari. A comunicação de prisão foi feita à Justiça Federal — Seção Judiciária do Espírito Santo.

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