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Suspeitos de gerar prejuízo de R$ 1 milhão em golpe no Norte do ES são presos

Segundo as investigações, o golpe fez dez vítimas e gerou um prejuízo de R$ 1 milhão para moradores da Região Norte do Espírito Santo

Linhares
Publicado em 10/09/2021 às 08h23
Atualizado em 10/09/2021 às 14h53
Aline Carlesso Bianchessi e Felipe Morais Correia. Crédito: Polícia Civil
Aline Carlesso Bianchessi e Felipe Morais Correia. Crédito: Polícia Civil

Polícia Civil prendeu duas pessoas suspeitas de fazerem parte de uma associação criminosa que aplicava o golpe do “falso trading”. O crime fez dez vítimas e gerou um prejuízo de R$ 1 milhão a moradores da Região Norte do Espírito Santo. As informações sobre o caso foram repassadas pela polícia em uma coletiva na manhã desta sexta-feira (10).

De acordo com a polícia, duas pessoas foram presas na quinta-feira (26). Entre os presos está um homem, que não teve o nome divulgado e é apontado como o responsável por buscar clientes para o esquema. Ele foi preso no bairro Decarli, em Aracruz. Já Aline Carlesso Bianchessi, esposa de homem apontado como líder do grupo, foi presa no Centro de João Neiva, quando visitava os pais.

O marido de Aline é Felipe Morais Correia, que é apontado como líder da associação criminosa e está foragido, mas já foi identificado e denunciado. Segundo as investigações, ele age se apresentando como especialista no mercado financeiro. As vítimas do grupo eram moradores dos municípios de Aracruz, João Neiva e Ibiraçu.

ENTENDA O FALSO TRADING

A polícia informou que os suspeitos criaram um aplicativo que possibilita à vítima acessar uma suposta conta do investimento para acompanhar o rendimento do dinheiro e, se quiser, sacar os fatores. Entretanto, esse aplicativo não tinha lastro no mercado e era manipulado pelos criminosos. Os valores que eram adicionados a título de "lucro" não eram reais, conforme explica o titular da Delegacia de João Neiva, Leandro Sperandio.

"Ele (Felipe) tinha um aplicativo que instalava nos aparelhos de celular e computadores das vítimas e que fazia com que a vítima se aproximasse e criasse muita confiança nele. Ao ter aquele aplicativo, a vítima, em tese, teria todo o histórico do rendimento financeiro do dinheiro aplicado. Inclusive, através do aplicativo, a vítima fazia uma solicitação de saque assim que desejasse. Porém, tudo era uma farsa, tudo era um golpe. O aplicativo foi criado pelo Felipe e ele alimentava os dados que a vítima visualizava da maneira que ele quisesse", afirmou o delegado. 

Atualização

10 de Setembro de 2021 às 14:54

Após a publicação desta matéria, a Polícia Civil informou, em coletiva de imprensa, detalhes sobre como agia o grupo que gerou prejuízo de R$ 1 milhão em golpe praticado no Norte do Estado, incluindo o nome de uma das pessoas presas e de um homem que está foragido. As informações foram inseridas no texto.

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