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Suspeito de liderar quadrilha de fraudes veiculares é preso em Guaçuí

O homem é um dos apontados como líder de uma organização criminosa que atuava no Espírito Santo e em Minas Gerais. Ele estava foragido desde 16 de abril de 2021

Cachoeiro de Itapemirim / Rede Gazeta
Publicado em 13/05/2021 às 18h24
Homem é preso em Guaçuí suspeito de confeccionar documentos falsos
Homem é preso em Guaçuí suspeito de confeccionar documentos falsos. Crédito: Divulgação/ MPES

Um dos apontados de ser o líder de uma quadrilha interestadual especializada em confeccionar certificados de registros de veículos (CRVs) com uso de dados falsos foi preso nesta quarta-feira (12) em Guaçuí, município capixaba na Região do Caparaó. A prisão do suspeito foi feita pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) durante a segunda fase da Operação True-False.

A operação investiga crimes cometidos por uma das principais organizações criminosas de âmbito interestadual. O grupo é especializado em esquemas relacionados à confecção de documentos veiculares falsos, emplacamentos de veículos inexistentes, além da emissão de documentos públicos e privados em nome de terceiros, pessoas que seriam “laranjas”.

O homem preso era foragido da Justiça desde 16 de abril de 2021, quando foi deflagrada a primeira fase da operação. Ele estava em um hotel na área central da cidade de Guaçuí e é apontado como autor de crimes no Espírito Santo e em Minas Gerais. Foram apreendidos documentos de terceiros, aparelho celular e materiais que podem contribuir para a elucidação dos crimes praticados pela quadrilha investigada.

A ação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES, além do Gaeco do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG).

INVESTIGAÇÃO

A prisão aconteceu após monitoramento e utilização de técnicas especiais de investigação. Em setembro de 2020, no município da Serra, o Gaeco-Central do MPES prendeu esse mesmo homem em flagrante por uso de documentação falsa em um cartório de registro de imóveis.

Além se tornar réu em uma ação penal, que tramita perante na 3ª Vara Criminal de Vila Velha, acusado de integrar organização criminosa, ele também foi denunciado pelo MPMG em março deste ano, na comarca de Carangola, por associação criminosa, falsificação de documento particular, falsidade ideológica e corrupção ativa.

Na primeira fase da Operação True-False, segundo o Ministério Público capixaba, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em Guaçuí; em Minas Gerais, nas cidades de Carangola, Reduto e Manhuaçu; além de Campinas, em São Paulo.

Entre os presos em São Paulo, está outra pessoa apontada como líder do grupo. O MPES disse que com os documentos falsificados, o grupo criminoso investigado fomentou o “comércio ilícito de CRVs” nos Estados do Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo, atuando, inclusive, junto a outras organizações criminosas independentes com diversas finalidades, como “esquentar” carros que foram objeto de crimes contra o patrimônio, em especial, de furtos e roubos.

Essas outras quadrilhas também praticam “golpes do seguro” – falsa comunicação de delitos às seguradoras para recebimento dos prêmios, além de investirem nos chamados “golpes do financiamento”, em que há a realização de financiamentos de veículos inexistentes. Entre outros crimes, essas organizações criminosas realizam ainda empréstimos bancários com oferta de garantia lastreada nos documentos (certificados de registros de veículos) fraudados.

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