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Publicado em 18 de março de 2026 às 19:58
Uma joalheria de um shopping localizado em Vila Velha, na Grande Vitória, teve um prejuízo de R$ 300 mil após ser alvo de furto em 21 de fevereiro. O crime foi praticado por uma quadrilha especializada, que atua em diversos Estados brasileiros, e cujos integrantes ficaram conhecidos como “Piratas dos Shoppings”. >
Três pessoas foram presas durante a investigação do roubo. Elas foram identificadas como: Kawê Filipe Nascimento Sampaio, de 19 anos; Amanda Lorena Tavares Xavier, 24; e Ingrid Naiara Moraes Araujo, 28.>
Kawê e Ingrid participaram ativamente do esquema, que ocorreu após o fechamento das lojas. Parte da ação chegou a ser capturadas pelas câmeras de segurança do local. Essas mesmas imagens ajudaram na identificação dos investigados, conforme detalhou o chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), delegado Gabriel Monteiro.>
Ele narrou que, por volta das 21 horas daquele dia, três indivíduos entraram em um shopping; um deles — agora identificado como Kawê — seguiu para a praça de alimentação, enquanto os outros dois permaneceram em frente a uma loja ao lado do alvo deles, que era a joalheria. Uma mulher utilizou um equipamento conhecido como “Chapolim”, que é um equipamento que clona o controle da loja quando o funcionário vai à frente, para fechar ou abrir a porta.>
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Por volta das 22h15, quando a loja já estava fechada e ela já tinha clonado o controle, Kawê prosseguiu até o local. Outra pessoa despistou o segurança e a mulher responsável por clonar o controle abriu parte da porta para que ele entrasse na loja ao lado da joalheria, levando uma mochila. Ele vai e abre parte da porta, e esse indivíduo entra com a mochila na loja ao lado da joalheria. >
"A partir disso, ela fecha e sai normalmente, vai para o hotel onde estavam hospedados. Esse indivíduo (Kawê) passa a noite inteira lá, furta alguns objetos da loja que ele entrou primeiramente, faz um buraco na parede que dá para a joalheira e passa a noite furtando as joias. Ele também danifica os equipamentos de videomonitoramento internos da loja. No outro dia (domingo, 22), os outros indivíduos que tinham ido embora voltaram, despistaram o segurança e abriram a porta para que ele pudesse sair e ir embora", explicou o delegado.>
Neste momento, o shopping já estava em funcionamento, mas as lojas ainda não estavam abertas, o que facilitou a saída do grupo. Do shopping, seguiram para o hotel, onde haviam se hospedado usando o nome de outra pessoa e, de lá, seguiram para suas regiões.>
A participação de Kawê foi confirmada graças às imagens de câmeras de videomonitoramento recuperadas pela polícia, que permitiram a identificação facial. Segundo o delegado, foi constatado que ele já tinha diversas passagens por furtos a lojas em situações semelhantes.>
“A partir do momento em que chegamos a ele, chegamos a uma parceira dele, a Thuany, que também tinha diversas passagens, mas a gente não conseguiu confirmar que ela estava no shopping (no momento do crime). Conseguimos mapear os locais onde eles passaram a noite, em um hotel. Os dois indivíduos deram o nome de Amanda, que não era nenhum dos envolvidos. Quando pesquisamos o nome dela, vimos que tinha passado um Pix para Kawê no dia do crime e também tinha ligações para ele na data do crime. A companheira Thuany também teve ligações com ele no momento do crime, durante a noite.”>
Foi solicitado então um mandado de prisão preventiva contra Kawê e mandados de busca e apreensão nos endereços de Thuany e Amanda, com o apoio da Polícia Militar do Distrito Federal e de Goiás, onde residem.>
“Foi feita a operação da equipe do Deic com a Polícia Militar desses dois lugares. Na casa de Thuany, encontramos uma parte dos objetos furtados da loja e ela falou que teriam sido presentes de Kawê. Ela foi autuada em flagrante pelo crime de receptação. Partimos então para a casa de Amanda, que estava com uma companheira chamada Ingrid, que prontamente os policiais reconheceram como a mulher que aparecia no vídeo do momento do crime”.>
As prisões ocorreram durante a operação "Integração Total", da Polícia Civil capixaba, em parceria com o serviço de inteligência da Polícia Militar de Goiás e do Distrito Federal. A ação foi realizada na última semana. O resultado, no entanto, foi divulgado somente nesta quarta-feira (18).>
“Essa organização criminosa atua em diversos estados e já causou um prejuízo estimado em cerca de R$ 26 milhões. Cawê é apontado como um dos principais integrantes, mas as investigações continuam para identificar o terceiro envolvido e também quem está receptando os produtos furtados. Há integração com outras polícias civis e deve haver uma segunda fase da operação”, frisou o delegado.>
A orientação é que lojistas e seguranças fiquem atentos a pessoas suspeitas próximas às lojas, especialmente em estabelecimentos de alto valor, como joalherias.>
A reportagem tenta localizar as defesas e o espaço segue aberto para um posicionamento. >
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