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Publicado em 17 de março de 2026 às 16:54
Com mandados de prisão em aberto por homicídio e tráfico de drogas, Sérgio Raimundo Soares da Silva Filho, o Serginho Cauê, de 42 anos, é, atualmente, o traficante mais procurado do Espírito Santo. >
Cauê é apontado como um dos integrantes do PCV CV, sigla que indica Primeiro Comando de Vitória — Comando Vermelho, mais conhecido como PCV Vermelho. É um racha da facção criminosa sediada no Bairro da Penha, em Vitória, cuja divisão se manifestou após a prisão de suas principais lideranças, seis delas em presídios federais. O novo grupo criminoso se apresenta desta forma para mostrar seu alinhamento com a facção carioca.>
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil capixaba, José Darcy Arruda, ele agora ocupa um posto semelhante ao de Fernando Moraes Pereira Pimenta, o Marujo, que figurou durante sete anos na lista dos mais procurados, até ser preso em maio de 2024.>
“Hoje, ele (Serginho Cauê) é o mais procurado em razão da influência dele. A Serra inteira bate continência para ele e isso está começando em outros municípios”, explicou Arruda.>
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Ele também seria responsável por coordenar diversos ataques, inclusive o que vitimou a pequena Alice Rodrigues, de 6 anos, em agosto do ano passado, em Balneário Carapebus, na Serra.>
“O responsável por dar a ordem direta da execução foi o Serginho Cauê.Quando um bairro é atacado pelo PCV, a ordem tem que partir dele”, afirmou o delegado Rodrigo Sandi Mori, chefe da DHPP da Serra, em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (17).>
Anteriormente, ele também já foi apontado como líder do tráfico de drogas no Bairro Industrial e em Canaã, em Viana, e foram encontrados “catuques” e postagens atribuídas a ele, relatando que pretende ampliar as áreas de conflito, com ataques a bairros de outros municípios da Grande Vitória, conforme noticiado em 2025 pela colunista Vilmara Fernandes, de A Gazeta.>
Atualmente, a informação é de que Cauê vive na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, e, segundo o chefe da PCES, a corporação mantém contato com o serviço de inteligência da Polícia Civil daquele Estado para tentar prendê-lo.>
“O Marujo também teve um período no Rio de Janeiro, assim como os irmãos Vera. E, eventualmente, todos acabaram voltando para resolver alguma questão. Se não conseguirmos prender (Cauê) lá, a gente certamente vai prendê-lo aqui”, frisou Arruda.>
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