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Retirada de cimento de caminhão da Prefeitura de Cachoeiro não foi crime, conclui PC

No fim de setembro, um veículo da PMCI  com 150 sacos do produto foi flagrado em Presidente Kennedy, onde era descarregado. Após investigação, a polícia concluiu que não houve tentativa de furto ou desvio do material; entenda a confusão

Cachoeiro de Itapemirim
Publicado em 27/10/2021 às 12h15
Caminhão carregado de cimento é flagrado em Presidente Kennedy
Um caminhão da Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim, carregando 150 sacos de cimento foi flagrado em Presidente Kennedy. Crédito: João Henrique Castro

Polícia Civil concluiu que a retirada de sacos de cimento da Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, no dia 29 de setembro, não foi crime. A investigação foi coordenada pela Delegacia de Infrações Penais e Outras (Dipo) de Cachoeiro e levou em consideração os depoimentos colhidos pelas delegacias de Itapemirim e Presidente Kennedy.

A Polícia Civil informou que o delegado responsável não o vislumbrou indícios de infração penal e o Inquérito Policial foi encaminhado ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES), para ciência e medidas cabíveis. Depoimentos foram colhidos nas delegacias do litoral porque o caminhão foi encontrado em Presidente Kennedy.

O QUE DIZ A PREFEITURA

O secretário municipal de Manutenção e Serviços de Cachoeiro, responsável pela compra do cimento, Vander Maciel, esteve na Câmara de Vereadores, na sessão desta terça-feira (26), para prestar esclarecimentos sobre a denúncia. Ele explicou que a prefeitura adquiriu 1.800 sacos de cimento da empresa Bahiense Material de Construção. Na entrega, no Centro de Manutenção Urbana (CMU), a equipe percebeu que não havia local para estocar todo o material, e 150 sacos de cimento ficariam ao relento, sujeitos à ação do tempo.

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Diante desta situação, o secretário pediu que os mesmos fossem enviados para uma empresa que se prontificou a guardá-los e entregá-los quando a Prefeitura solicitasse. A empresa é a Kemacol, situada em Presidente Kennedy, e que também possui contrato com a prefeitura.

Vander justificou que o cimento não foi enviado de volta para a Bahiense porque o contrato da Prefeitura com a empresa venceria no domingo seguinte. Já o firmado com a Kemacol tem prazo mais longo e ainda vigora. “Nossa intenção foi a de proteger o produto, que poderia estragar ficando ao relento, nesse tempo muito chuvoso.”

Ainda na sessão, o secretário disse que o cimento foi devolvido e, agora, está no CMU, protegido por uma lona e utilizado na produção de manilhas.

O CASO

No caminhão da Prefeitura estavam dois servidores públicos que teriam saído da Secretaria de Obras do município. Segundo a Polícia Militar, um homem ligou para o Ciodes dizendo que havia interceptado um veículo carregado com cimento vindo na Rodovia ES 162, zona rural de Presidente Kennedy, que teria saído de Cachoeiro de Itapemirim.

Disse ainda, segundo o registro policial, que a carga havia sido furtada do município e estava sendo levada para Presidente Kennedy. Militares foram ao local e constataram que o caminhão possuía 150 sacos de cimento. A carga e o motorista foram encaminhados a Delegacia Regional de Itapemirim.

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