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Vila Velha

Quatro pessoas são assassinadas na região da Grande Terra Vermelha

A sequência de crimes durante a noite começou no bairro Ulisses Guimarães e terminou em Morada da Barra

Publicado em 05 de Novembro de 2019 às 08:52

Redação de A Gazeta

Publicado em 

05 nov 2019 às 08:52
Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa vai investigar os crimes Crédito: Isaac Ribeiro
A polícia registrou uma noite de terror na Grande Terra Vermelha, em Vila Velha. Ao todo, quatro pessoas foram assassinadas nesta segunda-feira (04). A sequência de crimes começou no bairro Ulisses Guimarães. Às 19h25, bandidos em carros abordaram Marcos Vinicius Ramalhete de Jesus, 22 anos, e um amigo dele, na Rua Presidente Castelo Branco. Marcos foi atingido com dois tiros. Ele foi socorrido, mas morreu em um hospital da Grande Vitória. Já o amigo dele conseguiu fugir correndo.
Por volta das 21h30, três pessoas foram assassinadas em Morada da Barra. De acordo com a Polícia Civil, um grupo de amigos foi abordado por bandidos em dois carros na esquina das ruas 9 de Julho com a José Patrocínio.
Em um Corolla preto e um Palio prata, os criminosos desceram dos veículos encapuzados e vestidos com coletes à prova de bala. Testemunhas contaram que um dos atiradores estava com uma arma longa equipada com silenciador.
O adolescente Pedro Henrique Reis, 14 anos, foi atingido com cinco tiros e morreu no local. Santiago da Silva Oliveira Moraes, 25 anos, Vinícius Mendes da Silva, 27 anos, foram socorridos por moradores e levados para um hospital particular do município, mas não resistiram. A Polícia Civil vai investigar se os crimes têm relação.

FAMILIARES DIZEM QUE VÍTIMAS SÃO INOCENTES

Os familiares do adolescente Pedro Henrique Reis, 14 anos, e Santiago da Silva Oliveira Moraes, 25 anos, afirmaram que os jovens são inocentes e não tinham envolvimento com o crime. O pai de Santiago, um oficial de manutenção de 43 anos, disse que o filho morreu nos braços da mãe. Ele a mulher estavam em casa quando ouviram os disparos.
"Quando os tiros cessaram, a gente saiu para ver o que tinha acontecido e descobriu que meu filho tinha sido baleado. Ele tava muito ferido, morreu nos braços da mãe. A gente socorreu, levou para o hospital, mas não teve jeito. Meu filho era trabalhador, vendia empadinhas e trabalhava como garçom. Ele era usuário (de droga), mas não mexia com nada errado", disse o pai.
A mãe de Pedro Henrique disse que o adolescente tinha saído de casa para comprar sorvete. Ela acredita que, por estar na rua, Pedro Henrique foi abordado e executado. "Meu filho tomou banho, jantou e saiu para comprar sorvete e não voltou. Ele estava fora da escola, mas ia voltar ano que vem, não era bandido. Ele estava na rua na hora errada", disse a mãe do adolescente.

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