O ritmista da Unidos da Piedade, Patrick Loureiro dos Santos Menezes, de 22 anos, morto durante um tiroteio no Morro do Alagoano, em Vitória, não era o alvo dos criminosos responsáveis pelo ataque realizado no último dia 22 de setembro.
A informação foi confirmada em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (22), pelo secretário de Estado da Segurança Pública Alexandre Ramalho, e pelo titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória, delegado Marcelo Cavalcanti.
Preso por crime no Centro é suspeito de atirar em ritmista no Alagoano
De acordo com a Polícia Civil, Felipe dos Santos Dantas, o Felipe Orelha, de 20 anos, é um dos suspeitos de ter atirado contra Patrick. Ele foi preso pela Guarda Municipal de Vitória ao passar de carro na Avenida Fernando Ferrari nessa quarta-feira (21).
"Ele também é um dos executores do ataque do baterista (Patrick). Naquele momento, ele tinha alvo na Ilha do Príncipe. Como a PM e a Guarda Municipal faziam cerco no bairro, eles migraram para o Alagoano e, independente de quem era, executaram, culminando com a morte do baterista"
De acordo com Ramalho, Felipe Orelha atua no crime desde quando era adolescente. Outro investigado por ter envolvimento no assassinato do ritmista é Thaian Silva, de 25 anos. Ele foi preso pela Polícia Militar quinta (15) no bairro São Benedito, na Capital.
Além de envolvimento com o tráfico de drogas no bairro São Benedito, Felipe Orelha é apontado como um dos executores de dois homens durante um ataque a um veículo no dia 4 de outubro no Centro de Vitória. Outras duas pessoas ficaram baleadas. As investigações apontam que o crime está relacionado com o tráfico de drogas.
"Orelha é executor de uma organização criminosa da Grande Vitória. É sempre o indivíduo que executa a mando dessa organização. Muitas vezes, executa só para demonstrar poder de força, mostrar que ele detém essa qualidade de executor"