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Morto no Alagoano

Ataque que matou ritmista partiu do Bairro da Penha, afirma PM

Segundo o tenente-coronel Márcio Borges, comandante do Primeiro Batalhão da Polícia Militar, investigações apontam que Patrick Loureiro dos Santos Menezes, de 22 anos – morto no ataque – era inocente e não tinha ligação com ações criminosas

Publicado em 23 de Setembro de 2020 às 09:51

Redação de A Gazeta

Publicado em 

23 set 2020 às 09:51
O ritmista Patrick Loureiro dos Santos Menezes, de 22 anos, morto durante um tiroteio no Alagoano, em Vitória
O ritmista Patrick Loureiro dos Santos Menezes, de 22 anos, morto durante um tiroteio no Alagoano, em Vitória Crédito: Redes sociais/Unidos da Piedade
O tenente-coronel Márcio Borges, comandante do Primeiro Batalhão da Polícia Militar, falou sobre a morte do ritmista Patrick Loureiro dos Santos Menezes, de 22 anos, assassinado em um tiroteio no Morro do Alagoano, em Vitória, em entrevista ao Bom Dia ES. Segundo ele, as investigações apontam que o ataque no Alagoano partiu de criminosos do Bairro da Penha
De acordo com o comandante do Primeiro Batalhão da PM, os suspeitos foram inicialmente para a Ilha do Príncipe praticar o ataque, mas ao constatarem que havia uma barreira de segurança no local, foram ao Alagoano, onde também há inimigos de lideranças do tráfico do Bairro da Penha.
"Desde sábado, fomos informados pelo sistema de inteligência sobre a possibilidade de ataque vindo do bairro da Penha na Ilha do Príncipe. Entre eles, está um criminoso que saiu com alvará ligado ao (suspeito de tráfico) Jonh Lennon – fizemos várias operações para prendê-lo", explicou o comandante.
As investigações, de acordo com o tenente-coronel Borges, mostram que Patrick era inocente e não tinha ligação com o crime. "Não há nenhum relato ou ficha que o relacione com o tráfico local", destacou o tenente-coronel.
Patrick Loureiro dos Santos Menezes era ritmista da agremiação Unidos da Piedade. De acordo com familiares, o jovem estava em uma rua do bairro quando começou um tiroteio. Ele foi atingido por disparos e chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
O jovem é descrito como um rapaz alegre, querido por todos que o conheciam e muito respeitoso com as regras da escola de samba. Ele era ritmista desde criança, quando morava na Piedade. Patrick se mudou com a família para o Alagoano há menos de dois anos.
O rapaz tocava surdo de primeira, um instrumento que exige bastante comprometimento. A Unidos da Piedade publicou nas redes sociais uma nota em homenagem ao ritmista. "Patrick era um menino educado e muito dedicado, sempre de bem com a vida e com todos, um menino prestativo ajudou a escola em todos os segmentos possi?veis".

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