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Adulteração

Polícia retira 7 mil garrafas de azeite vendidos para bares e restaurantes no ES

Investigação apontou que o produto, descrito como "extra virgem", na verdade, era óleo composto. Envolvidos trocaram a rotulagem para mascarar duas marcas investigadas anteriormente em outra ação
Caroline Freitas

Publicado em 

12 dez 2024 às 18:44

Publicado em 12 de Dezembro de 2024 às 18:44

Produto adulterado: marcas apreendidas no ES envazavam óleo e vendiam como azeite
Produto adulterado: marcas apreendidas no ES envazavam óleo composto e vendiam a bares e restaurantes como azeite Crédito: Mikaella Mozer
A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) apreendeu, nesta quinta-feira (12), 7 mil garrafas de azeite com suspeita de adulteração em duas distribuidoras de Vila Velha e Serra. Os estabelecimentos, que não tiveram o nome divulgado, comercializavam o produto para restaurantes e bares, que serviam ao consumidor final.
A ação, em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), fez parte de uma operação integrada a nível nacional, que levou ainda à interdição de uma empresa suspeita de adulterar os produtos, em São Paulo.
Conforme explicou o titular da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor, delegado Eduardo Passamani, a fábrica tinha autorização para produzir óleo misto, que é uma mistura de azeite de oliva com outros óleos, mas durante investigação do Mapa, foi identificado que nem mesmo havia azeite na composição.
“Identificamos que duas distribuidoras estavam revendendo no mercado do Espírito Santo uma nova marca de azeite (Mendozitos) do mesmo fabricante das outras marcas já retiradas (Don Alejandro e Serrano). Monitoramos (e descobrimos) que ela saia de São Paulo, de uma empresa que tinha autorização para produzir óleo misto.”
Polícia retira 7 mil garrafas de azeite vendidos para bares e restaurantes no ES
O delegado explica que, quando os comércios devolviam as marcas já identificadas como adulteradas, a fábrica de São Paulo encaminhava para uma empresa fantasma – que, inclusive, pode ser do mesmo dono – trocava os rótulos, mudando o nome da marca, e colocava as garrafas em circulação novamente, sendo vendidas como se fossem azeite.
As distribuidoras, localizadas no bairro Rosário de Fátima, na Serra, e em Rio Marinho, em Vila Velha, não foram interditadas.
Na da Serra, os proprietários não tinham ciência de que se tratava de produto adulterado. A outra, de Vila Velha, será investigada, pois foram encontradas no local garrafas da marca Don Alejandro, já proibida anteriormente. Agora, a polícia busca descobrir se continuavam a ser revendidas, ou se estavam armazenadas para serem devolvidas.

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