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Crime contra o consumidor

Sabão em pó e azeite falsificados são apreendidos na Grande Vitória

Centenas de unidades dos produtos, rotulados em desacordo com o conteúdo real, foram recolhidas de farmácias e supermercados durante operações da Polícia Civil
Caroline Freitas

Publicado em 

22 out 2024 às 18:15

Publicado em 22 de Outubro de 2024 às 18:15

Polícia realiza operação e recolhe azeites e apreende sabão em pó falsificado
Polícia realiza operação e recolhe azeites e apreende sabão em pó falsificado Crédito: Divulgação | Polícia Civil
Ações da Polícia Civil resultaram na apreensão de centenas de produtos falsificados em farmácias e supermercados na Grande Vitória. No total, foram recolhidos na segunda-feira (21), 227 unidades de sabão em pó falsificadas e 355 garrafas de azeite impróprio para consumo. 
Em uma operação em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) duas marcas de azeite, já sinalizadas anteriormente pelo Mapa como sendo objeto de fraude, foram retiradas do comércio em estabelecimentos de Cariacica (Rio Marinho e Santana) e Serra (Nova Carapina).
Os produtos, na realidade, eram um óleo misto (azeite combinado com outro tipo de óleo), mas rotulados como azeite de oliva puro, conforme explicou o titular da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor, delegado Eduardo Passamani. Em um primeiro momento, não há qualquer ligação da fabricante de sabão OMO com a falsificação do produto recolhido. 
Além dos dois rótulos recolhidos, outras dez marcas já comercializadas no Estado foram desclassificadas anteriormente, mas não foram encontradas nas fiscalizações mais recentes.
O delegado explica que, a princípio, não havia irregularidade por parte dos supermercados, inclusive porque os produtos já foram vendidos em condições adequadas, compatíveis com a realidade, antes de serem desclassificados.
“A investigação tem apontado que existe uma máfia no Estado de São Paulo, uma empresa que conseguiu autorização para fabricar o óleo misto, que fabrica e, na hora de vender, vende para empresas de fachada, que colocam uma rotulagem e esse produto é vendido como azeite".
Passamani explicou ainda que, em muitos casos, quando o produto é apreendido, essas empresas recolhem as garrafas, trocam a rotulagem e tentam reinserir o óleo no mercado, com outra embalagem. As empresas começaram a ser identificadas e medidas mais duras devem ser tomadas no decorrer da investigação.
Em outra ação, efetuada após denúncia, foi identificado que nove unidades de uma rede de farmácias em Vitória, Cariacica e Vila Velha, estavam comercializando sabão em pó falsificado, conforme explicou o titular da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor, delegado Eduardo Passamani. O nome da empresa, que adquiriu o item de limpeza de uma distribuidora, e, num primeiro momento, também seria vítima da fraude, não foi divulgado.
“O consumidor denunciou a compra de um sabão com qualidade inferior, foi feita uma apuração, uma investigação preliminar, e identificamos várias caixas sendo vendidas em nove unidades de uma rede de farmácias. Esse sabão estava sendo comercializado a um preço abaixo do valor normal de mercado e com indícios de falsificação".
Ainda segundo Passamani, essa falsificação específica apresentava algumas características que permitem o consumidor identificar a fraude.
“A primeira é a qualidade da impressão. A caixa é impressa com uma cor mais vívida. A segunda, só quando ele abre, vai conseguir identificar: a colagem da caixa é feita com uma cola-quente, que vai deixar certos vácuos e o sabão vai acabar vazando. Quando ele balança e o conteúdo está caindo, pode ser um indicativo que foi feito com uma colagem indevida. O original não, ele é feito com uma colagem industrial que não permite esse vazamento.”
Além disso, o preço, quando encontrado muito abaixo do praticado em outros estabelecimentos, é outro possível indicativo de que o produto não é autêntico.
A fraude, neste caso, foi confirmada pelo fabricante (OMO). Indícios apontam que se trata de um sabão de qualidade inferior colocado em uma caixa falsificada de uma marca, a fim de enganar os consumidores. A cooperativa responsável pela venda às farmácias, bem como a distribuidora, serão investigadas e poderão ser responsabilizadas.
A OMO informou em nota enviada à reportagem que está acompanhando de perto as investigações dos casos de falsificação de sabão em pó em cooperação com as autoridades policiais. A empresa explicou, ainda, que há sinais que podem ajudar o consumidor a identificar produtos falsificados. São eles:
  • A cor, brilho e impressão: as embalagens produzidas em fábrica passam por controles que garantem o recebimento dos materiais conforme um padrão definido, portanto não é esperado uma variação significativa entre as embalagens;
  • A codificação primária (data de fabricação, validade e lote): produções em fábrica são feitas via gravação a laser de forma destacada;
  • Cor, textura, perfume e desempenho do produto: padrão conforme o usual em comparação ao que consumidor está acostumado a usar.
O consumidor pode relatar os casos suspeitos para análise e orientação entrando em contato com SAC da OMO pelo site clicando aqui ou no telefone 0800-707-9977.

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