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Polícia desarticula quadrilha suspeita de assaltar 50 farmácias em Vitória

Em seis meses, grupo assaltou dezenas de estabelecimentos, principalmente entre a Praia do Canto e Jardim Camburi. Um dos dois chefes da organização é uma jovem de 22 anos, que já trabalhou em comércio do ramo

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 18/05/2021 às 13h26
Polícia
Iury e Paloma eram chefes da quadrilha especializada em assaltar farmácias em Vitória. Foram pelo menos 50 assaltos em seis meses. Crédito: Divulgação/Polícia Civil

Em apenas seis meses, um total de 50 farmácias foram assaltadas em Vitória, uma média superior a oito roubos a estabelecimentos por mês. Essa prática criminosa recorrente na Capital deve diminuir, já que a polícia desarticulou uma quadrilha especializada neste tipo de roubo e prendeu dois suspeitos de chefiar a organização. Um dos líderes é uma ex-funcionária de estabelecimento do ramo.

Apontada pela polícia como líder da quadrilha, Paloma Ribeiro dos Santos, de 22 anos, foi presa em flagrante pela Polícia Militar no dia 5 de abril, data em que participou de pelo menos três assaltos a farmácias. O outro detido é o comparsa dela e também suspeito de chefiar o grupo criminoso, Iury Petter Leite dos Santos, de 18 anos, preso em casa nesta segunda-feira (17), como explicado em coletiva de imprensa nesta terça-feira (18) pelo delegado Gabriel Monteiro, que coordenou as investigações.

"Tivemos essa informação de que a chefe da quadrilha seria a Paloma e que ela já teria trabalhado por algum tempo em uma determinada farmácia. Ela já sabia o cotidiano, como era o funcionamento, e também os dias de maior movimentação de dinheiro. São elementos habituados à prática criminosa", afirma o delegado do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), que efetuou a prisão da jovem.

ÁREA DE ATUAÇÃO

Segundo o delegado Gabriel Monteiro, a quadrilha atuava principalmente na área entre a Praia do Canto e Jardim Camburi, bairros que concentram muitos estabelecimentos do ramo e com amplas rotas de fuga. Com a retirada do grupo de circulação, a polícia acredita que os comerciantes terão mais tranquilidade. Um menor de idade que integrava a organização criminosa também foi apreendido.

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Além de dinheiro, a quadrilha também roubava desodorantes e outros produtos das farmácias. Crédito: Divulgação/Polícia Civil

"A prisão dessa quadrilha vai trazer tranquilidade para os comerciantes da região entre a Praia do Canto e Jardim Camburi, porque ela vinha agindo desde novembro do ano passado. Com as prisões dos dois chefes e do adolescente, acreditamos que vai trazer um pouco mais de paz à população", destaca.

Na casa de Iury, os policiais encontraram dinheiro e tubos de desodorante provenientes de roubos anteriores. A polícia ainda apreendeu um simulacro de arma utilizado em assaltos praticados no último fim de semana, além de um motor de moto com restrição de furto e roubo.

PASSAGENS PELA POLÍCIA

Paloma e Iury são velhos conhecidos da polícia. Na ficha criminal da líder da quadrilha consta passagem por porte ilegal de arma de fogo, mesmo crime pelo qual o parceiro já havia sido preso. O jovem ainda acumula uma passagem por roubo. A primeira prisão, por furto qualificado, ocorreu em janeiro deste ano, e ele foi liberado em audiência de custódia. No dia 1º de abril o jovem foi novamente detido, desta vez por porte ilegal, sendo solto novamente.

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O delegado Gabriel Monteiro, à esquerda coordenou as investigações que resultaram na prisão da quadrilha. Crédito: Divulgação/Polícia Civil

Em pouco mais de cinco meses e com apenas 18 anos, o criminoso foi preso em três oportunidades. Em resposta à reportagem de A Gazeta, a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou que  Iury deu entrada no sistema prisional nos dias 16 de janeiro e 01 de abril.  Em ambos os casos, ele foi solto no mesmo dia após audiência de custódia. Atualmente ele encontra-se preso no  Centro de Triagem de Viana (CTV).

O delegado Gabriel Monteiro explicou que a dupla confessou os crimes e responderá por roubo majorado, quando ação é desencadeada com violência e exercida com o emprego de arma de fogo. Além disso, segundo o titular da Deic, era comum a quadrilha realizar ameaças às vítimas. Em um dos casos, Paloma chegou a colocar uma faca no pescoço de um funcionário de farmácia. O delegado ressalta que a quadrilha vai responder por todos os 50 boletins gerados.

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