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Polícia apreende mais de 700 kg de lagostas e camarões em Vila Velha

Os pescados apreendidos pela Polícia Militar Ambiental estavam sem nota fiscal, declaração de estoque nem nota de origem; um homem foi detido

Publicado em 26/02/2021 às 17h36
A Polícia Militar Ambiental apreendeu mais de 700kg de camarões e lagostas com irregularidades
A Polícia Militar Ambiental apreendeu mais de 700kg de camarões e lagostas com irregularidades. Crédito: Divulgação/PMES

Polícia Militar Ambiental apreendeu mais de 700 quilos de camarões e lagostas no bairro Jardim Asteca, em Vila Velha, na tarde desta sexta-feira (26). Segundo a polícia, os pescados não possuíam nota fiscal, declaração de estoque nem nota de origem. Um homem foi detido.

A Polícia Militar Ambiental afirmou que foi até o bairro após uma denúncia do Serviço Reservado da Unidade. Em uma câmara fria no local, os agentes encontraram 534,7 kg de camarão sete barbas, 109,7 kg camarão rosa G, 15,2 kg de camarão rosinha P, e 47,8 kg de lagosta de antena com irregularidades.

PERÍODO DE DEFESO

O sargento Furtado, da Polícia Militar Ambiental, comunicou que, entre os meses de dezembro e março, é o período de defeso do camarão, quando a pesca é proibida e a comercialização limitada. Isso acontece para permitir um período de maior reprodução da espécie, para que não entre em extinção e que a pesca possa ser normalizada no restante do ano.

"Nós estamos no período do defeso do camarão. É uma portaria interministerial que preceitua que todo comércio tem que dar as documentações para comercialização do produto nesse período, que começou em dezembro de 2020 e termina agora dia 28 de fevereiro. O comerciante tem do dia 1º de dezembro até o dia 7 de dezembro pra declarar quanto tem em estoque, citar a quantidade que tem do produto pra que comercialize esse produto nesse período", explicou.

A Polícia Militar Ambiental apreendeu mais de 700kg de camarões e lagostas com irregularidades
A Polícia Militar Ambiental apreendeu mais de 700kg de camarões e lagostas com irregularidades. Crédito: Divulgação/PMES

O sargento explicou ainda que o comerciante deve declarar aos órgãos de proteção ambiental a quantidade do produto que possui em estoque, para que não haja a reposição proveniente da pesca ilegal no período. O homem detido, segundo o sargento, alegou que não sabia da necessidade da documentação.

"O proprietário disse que tem três anos que ele entrou no mercado e que ele desconhecia que tinha que ter a declaração de estoque. Ele comprava o produto para distribuir para peixarias e também para quem fosse lá diretamente para comprar", completou.

ALIMENTO APREENDIDO SERÁ DOADO

Os 700 quilos de camarões e lagostas apreendidos nesta sexta-feira (26) serão doados para escolas e instituições de caridade da Grande Vitória. Patrícia Schneider trabalha em uma creche de Divino Espírito Santo, em Vila Velha, que será uma das beneficiadas pelo produto. A creche funciona em tempo integral, das 7h às 17h e atende crianças de dois a cinco anos e 11 meses de idade.

"É uma benção pra a gente, porque tá difícil pra todo mundo e as doações diminuíram bastante. Estamos até pedindo ajuda na alimentação, já que são cinco refeições diárias. Esse alimento fresco e saudável vai ser uma benção, as crianças vão adorar!", comemorou.

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