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Polícia Ambiental flagra desmate de 25 hectares de Mata Atlântica no ES

Segundo informações da Polícia Ambiental, o local, que equivale a 250 mil metros quadrados, foi desmatado para ampliação da área para cultivo de café

Publicado em 07/07/2020 às 12h33
Atualizado em 07/07/2020 às 12h40
Após denúncia, Polícia Ambiental flagra desmate de 25 hectares em Nova Venécia
O flagrante ocorreu após uma fiscalização realizada pela Polícia Ambiental em uma comunidade de Nova Venécia. Crédito: Divulgação

Um homem, de 65 anos, que trabalha como gerente de uma propriedade localizada na comunidade de Córrego do Poção, em Nova Venécia, foi levado para a delegacia para prestar esclarecimentos após uma fiscalização realizada no local por policiais da Terceira Companhia do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA). Após uma denúncia anônima, os militares foram até o local e flagraram um desmate de vegetação nativa (Mata Atlântica) em uma área de 25 hectares.

De acordo com informações da Polícia Ambiental, a fiscalização foi realizada nesta segunda-feira (6), após uma denúncia anônima. No local, os policiais identificaram a área e constataram o crime. O gerente da propriedade disse aos militares que o espaço foi desmatado para a ampliação da área de cultivo de café.

Segundo a ocorrência, a área total de mata degradada, mensurada pela polícia ambiental, foi de 25 hectares, o que equivale a 250 mil metros quadrados.

O comandante da Terceira Companhia do Batalhão de Polícia Militar Ambiental, capitão Fabrício Pereira Rocha, ressaltou que a Mata Atlântica é uma das regiões mais ricas do mundo em biodiversidade e, hoje, é considerada um dos biomas mais ameaçados do planeta, contando com apenas 8,5% de suas florestas originais, conforme dados do Instituto Brasileiro de Florestas (IBF).

“É com preocupação que nos deparamos com as situações de desmate e queimadas de vegetação nativa, em particular da Mata Atlântica, visto que é o lar de grande variedade de plantas e animais, muitos deles ameaçados de extinção, além de ser o abrigo de várias populações tradicionais e garantir o abastecimento de água para mais de 100 milhões de pessoas”, comenta.

O capitão reforçou ainda que a Polícia Ambiental tem intensificando as ações de combate aos crimes ambientais nos remanescentes de Mata Atlântica por meio das Operações Força e Presença realizadas no interior e arredores das unidades de conservação e também por meio de operações conjuntas com os demais órgãos de segurança e proteção ambiental.

Após denúncia, Polícia Ambiental flagra desmate de 25 hectares em Nova Venécia
Um homem, de 65 anos, que trabalha como gerente da propriedade foi levado para a delegacia para prestar esclarecimentos . Crédito: Divulgação

PENALIDADES

De acordo com a Polícia Ambiental, a pena para quem destruir ou danificar vegetação primária ou secundária, em estágio avançado ou médio de regeneração, do bioma Mata Atlântica, ou utilizá-la com infringência das normas de proteção é de detenção, é de um a três anos, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente, conforme a Lei 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais).

DENÚNCIA

Para evitar que crimes como esse voltem a acontecer, a Polícia Ambiental pede o apoio da população, que pode ajudar a proteger o meio ambiente e combater os crimes ambientais.

O cidadão que tiver qualquer informação que auxilie no trabalho da polícia, pode ligar para o telefone 181 (Serviço Disque-Denúncia) ou acessar o site www.disquedenuncia181.es.gov.br. Vale lembrar que não é preciso se identificar.

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