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Ossadas humanas são achadas em sacos dentro de porão em Colatina

Ossadas humanas são achadas em sacos dentro de porão em Colatina

Prefeitura denuncia suspeita de que os restos mortais estariam sendo removidos dos túmulos para possibilitar a venda de novos espaços no cemitério; polícia abriu inquérito

Fabrício Silva

Jornalista / [email protected]

Publicado em 16 de janeiro de 2025 às 18:10

Cemitério São Vicente, no bairro de mesmo nome, em Colatina
Cemitério São Vicente, em Colatina Crédito: Prefeitura de Colatina

A Polícia Civil investiga o caso de ossadas humanas encontradas em um saco plástico em um depósito em um porão do Cemitério São Vicente em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo. Segundo a Prefeitura de Colatina, foram encontrados ossadas de quatro corpos em sacos plásticos individuais. 

A reportagem obteve acesso ao boletim de ocorrência registrado pela Prefeitura de Colatina na Polícia Civil em 7 de janeiro deste ano. No documento, consta a suspeita de que os restos mortais estariam sendo removidos dos túmulos para possibilitar a venda de novos espaços no cemitério.

Para A Gazeta, o superintendente de Cemitérios da Prefeitura de Colatina, João Pereira Melgaço, de 60 anos, detalhou como as ossadas foram encontradas. 

“No dia 6 de janeiro, durante uma reunião para compreender melhor o nosso ambiente de trabalho, o secretário nos solicitou um catálogo de patrimônio. Catalogamos tudo na capela e nos cemitérios. No cemitério São Vicente, percebemos algumas sacolas em um porão e, ao verificar do que se tratava, nos surpreendemos ao encontrar restos mortais. Cada sacola continha um corpo”, relatou.

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ssadas humanas são achadas em sacos dentro de porão em Colatina

Ele explicou que o caso foi reportado à administração para a adoção das medidas necessárias, com o registro de um boletim de ocorrência na Polícia Civil, que está investigando o caso.

Ao ser questionado sobre o procedimento adotado com os restos mortais encontrados, afirmou: “Esses passos ainda serão dados. (As ossadas) estão no mesmo local ainda. A gente precisa entender se foram retiradas das covas e por que foram retiradas. Descobrimos que as ossadas estavam no porão há mais de um ano, então, teoricamente, não seria reforma (de sepultura)”, disse.

Segundo ele, os coveiros foram questionados e alegaram que os restos mortais estavam no local aguardando uma suposta reforma de covas. “E aí perguntamos quanto tempo elas estavam ali, e me falaram: uns dois anos. Uai, que reforma é essa?”, disse. 

Para A Gazeta, o delegado Hedson Feliz, da Delegacia de Infrações Penais e Outras (Dipo) de Colatina, informou que foi instaurado um inquérito policial para investigar o caso. Questionado sobre os crimes em apuração, o delegado explicou que a investigação foca na infração de violação de sepultura, além de outros delitos, sem entrar em detalhes sobre quais seriam.

A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Infrações Penais e Outras (Dipo) de Colatina, alegando que "para que apuração seja preservada, nenhuma outra informação será repassada".

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