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Ponto a ponto

Os detalhes de crime cruel em que homem morreu ao defender a ex no ES

José de Abreu teve 90% do corpo queimado na casa em que morava, na Serra; a ex-companheira dele conseguiu sair ilesa

Publicado em 24 de Abril de 2024 às 12:48

Júlia Afonso

Publicado em 

24 abr 2024 às 12:48
José de Abreu, de 56 anos, teve 90% do corpo queimado após ataque criminoso dentro de casa
Foto maior: parte do cômodo incendiado | Foto menor: imagem da vítima que acabou morrendo Crédito: Montagem | TV Gazeta e arquivo da família
O incêndio criminoso que tirou a vida do pedreiro José de Abreu, de 56 anos, chamou atenção pela crueldade: a vítima, que estava em casa, na Serra, foi defender a ex-mulher e acabou com 90% do corpo queimado. O suspeito, um homem de 61 anos, foi preso na última terça-feira (23). A Polícia Civil revelou os detalhes dessa história e você confere no ponto a ponto abaixo:
QUEM É QUEM
  • O homem morto queimado é José de Abreu, de 56 anos. Ele foi casado e teve filhos com uma mulher, de 50 anos.
  • Há quatro meses, o casamento deles terminou e a mulher começou a namorar o suspeito de 61 anos, que não teve o nome divulgado.
O NAMORO
  • O homem de 61 anos, segundo a Polícia Civil, era usuário de drogas e alcoólatra.
  • O relacionamento dos dois era marcado por agressões físicas. A mulher tinha medo de denunciar, já que o criminoso dizia que, caso ela chamasse a polícia, ele mataria a namorada e a família dela. 
  • No início da relação, os dois moravam em um carro velho do suspeito, que ficava estacionado na rua. Só depois é que ele alugou uma casa para os dois. 
AGRESSÃO E COMA
  • No dia 22 de março, o suspeito jogou a namorada de um barranco. Ela precisou ser internada e ficou em coma por cerca de uma semana. 
  • Quando recebeu alta, a mulher voltou para o agressor. Uma semana depois, ele a agrediu novamente, e a vítima pediu apoio ao ex-marido.
VOLTA PARA CASA
  • José acolheu a ex-mulher. Apesar de estarem morando juntos, eles não tinham um relacionamento conjugal de fato. 
MOTIVAÇÃO
  • Até o momento, as investigações apontaram que a motivação seria o fato de o suspeito não aceitar o fim do namoro.
  • Em conversa com a TV Gazeta, familiares do casal disseram que o criminoso tinha também intenção de se apropriar dos bens da mulher e do ex-marido dela, mas isso ainda não foi confirmado pela polícia.
O DIA DO CRIME
  • No dia 14 de abril, o suspeito invadiu a casa de José, que dormia no quarto com a ex-mulher, e começou a jogar um líquido inflamável no local — apesar de ter cheiro de querosene, segundo testemunhas, a polícia ainda não confirmou o que era. 
  • O pedreiro ouviu o barulho e foi na direção do suspeito, para proteger a ex-mulher, momento em que foi queimado. 
  • A mulher conseguiu pular a janela e não se feriu. Já José teve 90% do corpo queimado. O suspeito fugiu.
SOCORRO
  • O único meio de transporte que a família tinha no momento era uma moto, então José teve que ir nela, levado pelo genro, até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Castelândia. Depois, ele foi para o Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, em estado gravíssimo. 
  • Ele não resistiu aos ferimentos e morreu na tarde de terça-feira (23).
PRISÃO
  • O suspeito do crime foi preso também na terça-feira (23), em casa, no Bairro das Laranjeiras, na Serra.
  • Ele não quis falar nada no depoimento: disse que só se manifestaria diante do juiz.
  • Ele vai responder por tentativa de feminicídio e por homicídio, ambos qualificados por meio cruel. 
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