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Mulher é detida após aplicar golpe do falso pix em shopping de Vitória

A polícia disse que Cristiane Ferreira Conceição Medeiros aplicou o golpe em pelo menos cinco lojas do shopping, tentando comprar produtos de alto valor

Publicado em 08/10/2021 às 08h55
A mulher tentou aplicar o golpe do falso pix em pelo menos cinco lojas do shopping em Vitória
A mulher tentou aplicar o golpe do falso pix em pelo menos cinco lojas do shopping em Vitória. Crédito: Archimedis Patrício/TV Gazeta

Uma mulher foi detida na noite desta quinta-feira (8) suspeita de usar um comprovante falso de transferência via pix para aplicar um golpe em uma loja de acessórios para celulares em um shopping, na Enseada do Suá, em Vitória. Segundo a Polícia Militar, Cristiane Ferreira Conceição Medeiros comprou fones, carregadores, capas e películas de celular, totalizando quase R$ 600 em produtos.

A mulher estava com uma tornozeleira eletrônica rompida na bolsa e já havia sido presa outras duas vezes, uma delas por estelionato. Em entrevista à TV Gazeta, a supervisora da loja, que preferiu não se identificar, disse que Cristiane entrou no estabelecimento dizendo que estava com pressa e começou a pegar vários produtos de alto valor. Ela contou que o comprovante apresentado pela suspeita parecia verdadeiro.

"Ela entrou na loja por volta de 14h, com muita pressa, falou que tinha que atender um cliente depois. Foi escolhendo produtos de altos valores. Foi escolhendo, sem provar, sem testar muita coisa. O comprovante parecia muito de verdade. Parecia que tinha caído o dinheiro", disse.

A mulher tentou aplicar o golpe do falso pix em pelo menos cinco lojas do shopping em Vitória
Cristiane já havia sido presa duas vezes, uma delas por estelionato. Crédito: Archimedis Patrício/TV Gazeta

Depois de passar na loja de acessórios para celulares, a suspeita, segundo a Polícia, ficou mais de quatro horas no shopping e foi em pelo menos outros cinco estabelecimentos, tentando usar comprovantes falsos. Em uma dessas outras lojas, ela conseguiu levar quase R$ 600 em almofadas. Mas o dono percebeu que era golpe pouco tempo depois e chamou a segurança do shopping.

"Na hora que ela foi devolver o produto da outra loja que ela tinha roubado, o segurança viu a nossa sacola, conhece a gente. Perguntou se a gente tinha recebido pagamento no pix. Aí eu questionei a dona da loja pra ela olhar e realmente não tinha caído o pix. Depois de horas", explicou.

A supervisora acrescentou que, depois de sofrer o golpe, a loja pode deixar de aceitar o pix como forma de pagamento. Ela argumentou que, caso continue recebendo transferências pelo serviço, será necessário redobrar a atenção.

"Hoje em dia tem aparecido muitos golpes. Ou a gente vai ter que parar de trabalhar com o pix, ou ter mais atenção, redobrar a atenção, mas acho que no momento é melhor dar uma parada com o pix", finalizou.

 O QUE DIZ A POLÍCIA CIVIL

A reportagem de A Gazeta procurou a Polícia Civil e para saber mais detalhes sobre o golpe do falso pix. À corporação, foram enviados os seguintes questionamentos: como a golpista gera o falso comprovante? Se ela utiliza um comprovante de depósito antigo com o mesmo valor? Ou existe algum tipo de aplicativo que simula a emissão do comprovante em tela na hora do golpe? Há algum elemento que lojistas ou até pessoas físicas podem observar para garantir a veracidade do comprovante?

A polícia, porém, só respondeu que a suspeita foi autuada em flagrante pelo crime de estelionato e encaminhada ao Centro de Triagem de Viana (CTV).

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