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Caso Iraci

Morte de diarista em Vila Velha completa 2 meses; laudo aponta novidade

Corpo de Iraci de Souza Teixeira, de 66 anos, foi localizado com mãos e pés amarrados, no dia 1° de maio, na região de Vale Encantado; confira o que se sabe sobre o caso

Publicado em 01 de Julho de 2025 às 13:12

Júlia Afonso

Publicado em 

01 jul 2025 às 13:12
Já são dois meses desde o dia em que o corpo da diarista Iraci de Souza Teixeira, de 66 anos, foi encontrado com sinais de violência em Vale Encantado, Vila Velha. A Polícia Civil disse que não vai divulgar detalhes sobre a investigação, que segue sob responsabilidade da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), mas a TV Gazeta apurou uma novidade sobre o caso: o laudo da necropsia descartou a possibilidade de que a vítima tenha sofrido violência sexual. 
De acordo com apuração da repórter Priciele Venturini, da TV Gazeta, na ocasião do desaparecimento de Iraci a polícia recebeu relatos de que um assediador estaria rondando a região e abordando mulheres durante a caminhada. Com a comprovação de que não houve estupro, por meio do laudo, essa linha de investigação foi enfraquecida. A filha da diarista, ao receber essa notícia, disse que se sentiu aliviada.
Em meio a tanta dor, apesar disso, traz um certo conforto para o coração saber que ela não foi violentada
Fabíola Teixeira - Filha de Iraci
Ela também fez um pedido para quem tiver qualquer informação sobre o crime. "Por ter sido em um horário da manhã, acredito que alguém deve ter visto, que ela gritou, e ali é movimentado, então acredito que alguém deve ter visto algo. Peço para essa pessoa não se calar, denunciar, porque a família tem sofrido muito com isso", disse Fabíola. Veja, abaixo, a cronologia do caso:

Desaparecimento

Iraci saiu de casa para caminhar por volta das 8h15 do dia 26 de abril para realizar o percurso que costumava fazer todos os sábados, conhecido como "Reta do Vale" — nas proximidades da Escola Municipal Joffre Fraga, em Vale Encantado. Uma câmera de segurança flagrou a mulher deixando o prédio. Depois disso, a diarista não foi mais vista.

Buscas

No sábado mesmo, a filha mais nova de Iraci estranhou a demora da mãe em voltar da caminhada e foi até o apartamento dela. Na residência, a filha encontrou o celular da diarista em cima da cama. 
A nora de Iraci, Camila de Oliveira Silva Teixeira, informou que a sogra não saía para caminhar com o aparelho com medo de ser roubada. No domingo, os filhos da vítima já começaram a realizar buscas pela região e passaram em hospitais procurando pela mãe. Polícia Civil e Corpo de Bombeiros também estiveram no local onde ela fazia a caminhada. 

Corpo encontrado 

No dia 1º de maio, o corpo de Iraci foi localizado por amigos da família em um terreno no final da Rua Monte Sinai, também em Vale Encantado, nas proximidades da Rodovia Leste Oeste. "Não esperava encontrar uma cena tão pesada. Uma cena de terror. Fico preocupado até na hora de dormir porque não é uma cena que você vai esquecer de uma hora para a outra", relatou um dos voluntários que participou das buscas.

Requintes de crueldade

O corpo estava em uma cova rasa, com mãos e pés amarrados e havia sinais de violência. O próprio delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo, José Darcy Arruda, disse que o crime foi cometido com requintes de crueldade. "É alguém que não queria que fosse descoberto, por isso enterrou a vítima", detalhou. Veja o vídeo:

Homem preso com arma

No mesmo dia em que o corpo de Iraci foi encontrado, um homem foi preso com uma arma nas proximidades da casa onde a vítima morava, também em Vale Encantado. Na ocasião, o delegado Luiz Gustavo Ximenes disse que a polícia estava investigando se esse suspeito tinha relação com o assassinato da diarista. 
“Ele foi autuado por porte ilegal de arma de fogo. Estão sendo realizados levantamentos para ver a participação desse indivíduo, se ele realmente participou desse crime. Estamos analisando as câmeras de monitoramento e também aguardando o laudo cadavérico para verificar as lesões, se foram praticadas com arma branca”, afirmou, em entrevista à TV Gazeta.
O delegado-geral da PC afirmou que, no momento em que foi preso, o homem não tinha condições de prestar depoimento. “A pessoa estava totalmente alcoolizada, entorpecida, cheia de fezes, com falas desconexas. Aguardamos até a madrugada e a interrogamos. Ele nega veementemente, diz que não conhecia (a vítima). Mas isso não está descartado. Vamos buscar todas as informações”, explicou Arruda à época.
Nesta terça-feira (1º), a Polícia Civil informou que "o caso segue sob investigação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM) e detalhes da investigação não serão divulgados. As equipes estão atuando com afinco diariamente, com o objetivo de oferecer respostas aos familiares, não apenas deste caso, mas também de todos os inquéritos em andamento na unidade".

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