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Máfia internacional de agiotagem pode ter atuação em todo o ES

Foram encontrados cerca de R$ 280 mil em notas promissórias, além de 32 documentos de veículos que a polícia acredita serem garantias de vítimas que não tinham dinheiro para pagar empréstimos

Publicado em 10/09/2020 às 18h11
Atualizado em 10/09/2020 às 22h59
Operação mira colombianos e equatorianos
A investigação da polícia continuará para identificar membros em outros municípios do Estado. Crédito: Polícia Civil

Polícia Civil confirmou que a quadrilha de agiotagem investigada durante a Operação Cartagena pode ter atuação em todo o Espírito Santo. Membros da organização criminosa internacional foram presos nesta quinta-feira (10) em Vila VelhaAracruz e Itaipava, distrito de Itapemirim, mas há informações que podem confirmar que há integrantes da máfia em outros municípios do Estado.

De acordo com a Polícia Civil, a quadrilha também possui braços em vários Estados do Brasil, além do Espírito Santo, mas não há uma motivação especial para a atuação em terras capixabas. A polícia afirmou ainda que se trata de uma máfia bem organizada, com partes exclusivamente administrativas e outras dedicadas unicamente à utilização de força para extorquir as vítimas.

Durante a Operação Cartagena, foram cumpridos sete mandados de prisão e outras 13 pessoas foram presas em flagrante. Alguns membros da organização já possuíam passagem pela polícia, tanto no Brasil quanto em seus países de origem. Os nomes dos envolvidos na máfia não foram divulgados.

Dentre os presos, está uma brasileira que, segundo a polícia, trabalhava na divulgação dos serviços prestados pela quadrilha em forma de panfletagem, distribuindo cartões de visita para atrair vítimas. Ainda foram cumpridos outros 10 mandados de busca e apreensão. 

Leque de talões de notas promissórias apreendidos pela polícia
Cerca de R$ 280 mil reais em notas promissórias foram apreendidos pela polícia. Crédito: Daniel Pasti

Foram encontrados cerca de R$ 280 mil em notas promissórias em posse de membros da quadrilha, além de 32 documentos de veículos que a polícia acredita serem garantias de vítimas que não tinham dinheiro para pagar os empréstimos. 

A Polícia Civil confirmou que a investigação seguirá em andamento, já que existe a possibilidade de que ramificações da quadrilha atuem em outros municípios do Estado. Os membros foram indiciados pelo crime de associação criminosa, mas ainda serão investigados por extorsão e lavagem de dinheiro, além de outros crimes.

Pilha de documentos de veículos e um distintivo da Polícia Civil
Polícia Civil apreendeu 32 documentos de veículos que serviriam como pagamentos para agiotas. Crédito: Daniel Pasti

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