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Tráfico humano

Mãe é presa suspeita de vender filho recém-nascido em Guarapari

Mulher suspeita de comprar o bebê também foi presa, em operação conjunta das polícias de Minas e Espírito Santo; recém-nascido, de apenas oito dias de vida, foi entregue ao Conselho Tutelar

Publicado em 01 de Fevereiro de 2025 às 10:58

João Barbosa

Publicado em 

01 fev 2025 às 10:58
Duas mulheres foram presas sob suspeita do crime de tráfico de pessoas em Minas Gerais e no Espírito Santo. Na última quinta-feira (30), uma mulher de 49 anos foi detida em Muriaé, cidade da Zona da Mata mineira, acusada de comprar um recém-nascido de apenas oito dias de vida. Ela alegou para a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) que a mãe do bebê seria sua filha adotiva.
Já no Espírito Santo, a mãe biológica da criança foi encontrada na última semana e presa em Guarapari, como confirmado pela PCMG, na manhã deste sábado (1º), à reportagem de A Gazeta. A mulher de 31 anos é suspeita de falsidade ideológica e por entregar "filho a terceiro, mediante pagamento ou recompensa", como pontua a polícia mineira. 
A suspeita de 49 anos era monitorada pela polícia desde 2024, já que, no ano anterior, foi presa em posse de um bebê também recém-nascido e entregue a ela em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Na ocasião, ela foi indiciada por tráfico de pessoas e respondia ao processo em liberdade.
Criança está sob os cuidados do Conselho Tutelar
Criança está sob os cuidados do Conselho Tutelar Crédito: Vidal Balielo / Pexels
As duas mulheres foram encontradas pela corporação após uma denúncia anônima que informava que a suspeita de 49 anos estava com um recém-nascido em Minas Gerais. Equipes da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) foram até a residência da investigada em Muriaé que, no local, apresentou a certidão de nascimento verdadeira da criança e reafirmou que a mãe do neném (presa no ES) seria sua filha adotiva.
As informações, entretanto, não convenceram a polícia. Em atuação conjunta com a corporação capixaba, a polícia mineira veio até o Estado para colher o depoimento da mulher de 31 anos, que confessou ter entregue a criança "mediante pagamento e promessas de que receberia quantias mensais" da suspeita detida em Muriaé. Presa em flagrante, a mãe foi encaminhada ao sistema prisional do Espírito Santo, e o bebê foi entregue ao Conselho Tutelar de Muriaé.
Segundo o portal g1 Zona da Mata, da TV Integração, em Minas Gerais, a mãe presa em Guarapari contou aos policiais que conheceu a suspeita pelas redes sociais em 2024 e que, em 21 de janeiro deste ano, a mulher de 49 anos veio até o Espírito Santo para acompanhar o parto, realizado no último dia 22.
Cinco dias após o nascimento do bebê, as mulheres foram até um cartório para registrar a criança e para emitir um documento que autorizava a viagem do recém-nascido com a suspeita até Minas Gerais. Na última segunda-feira (27), ela deixou Guarapari de ônibus e foi denunciada três dias depois.
A reportagem do g1 Zona da Mata ainda pontua que a polícia descobriu que a mulher de 49 comprou a criança e que fazia depósitos diários para a mãe do bebê. Os valores não foram informados pela polícia.
A Polícia Civil do Espírito Santo foi demanda sobre o caso, mas não houve até a publicação desta reportagem. 
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