Uma mulher de 34 anos foi presa após ser filmada dando puxões de cabelo, tapas e xingando a filha quando as duas estavam dentro de casa no bairro Vila Capixaba, em
Cariacica, na noite de quarta-feira (15). Vídeos gravados por um policial militar mostram as agressões físicas e verbais sofridas pela menina de 11 anos — que teriam começado após a menina cortar o cabelo sem autorização da mãe.
Enquanto a vítima aparece sentada em uma cadeira, a mãe a questiona sobre um corte de cabelo feito dias antes, puxa a cabeça da menina e fala alto, proferindo alguns xingamentos. A menina parece chorar e permanece a maior parte do tempo em silêncio. A avó da criança pede para a agressora parar, mas a mulher só para de agredir a menina quando a idosa entra na frente da neta.
Em nota, a
Polícia Militar informou que uma equipe atendia uma ocorrência no bairro Vila Capixaba quando começou a escutar gritos e choros vindos da residência vizinha. Através de uma báscula, os policiais verificaram que havia uma mulher gritando de forma excessiva e causando aflição a uma criança.
Diante dos fatos, um policial da equipe começou gravar a cena com um celular, com objetivo de construir provas da agressão para a abordagem, quando flagrou a mulher agredindo a menina de forma física, com socos na cabeça e tapas no rosto e também de forma verbal, com palavras como "demente", "doida" e "retardada", além de ameaçar cortar o cabelo da criança.
Imediatamente, a equipe policial prosseguiu até o portão da casa, onde fez contato com a mulher, que tentou reverter a situação dizendo que estava apenas conversando com a filha de 11 anos. O Conselho Tutelar foi acionado e as partes foram encaminhadas ao Plantão Especializado da Mulher (PEM).
Procurada pela a reportagem de
A Gazeta, a
Polícia Civil informou que a mulher de 34 anos, conduzida ao Plantão Especializado da Mulher (PEM), foi autuada em flagrante por lesão corporal e injúria e encaminhada ao sistema prisional.
A reportagem da TV Gazeta conversou com o padrasto da menina, que defendeu a companheira e disse que nunca presenciou uma agressão como a de quarta-feira (15). O advogado Cleomar Júnior, que faz a defesa da mulher, disse que ela se excedeu ao corrigir a filha, mas que a agressão é um caso isolado. O advogado ainda apontou que a mãe havia sido chamada na escola por casos de indisciplina da filha e que a menina teria cortado o cabelo sem autorização.
O conselheiro tutelar William Fonseca, que trabalha no bairro onde a criança de 11 anos foi agredida, afirmou que a vítima está morando na casa do pai dela — os pais da vítima são separados. "Não aceitamos agressão de crianças. Entendemos que a criança necessita de acompanhamento", afirmou o conselheiro.
Ainda de acordo com Fonseca, uma medida protetiva foi solicitada pelo pai com a intenção de ter a guarda permanente da filha. A partir de agora, segundo William Silva, a Justiça deve definir se a menina continuará ou não morando com o pai.