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Júri popular

Líder do TCP é condenado a 24 anos de prisão por assassinato na Ilha do Frade, em Vitória

Crime aconteceu há nove anos durante troca de tiros pelo controle de ponto de venda de drogas

Publicado em 08 de Junho de 2026 às 18:39

Lucas Gaviorno

Publicado em 

08 jun 2026 às 18:39
Nove anos após uma troca de tiros na Ilha do Frade, em Vitória, que terminou com um homem morto e outro ferido, o acusado pelo crime, Gabriel Gomes Faria, o Buti, foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão por homicídio qualificado e lesão grave, pelo júri popular realizado nesta segunda-feira (8), no Fórum Criminal da Capital. A pena será cumprida em regime inicial fechado. 

O crime aconteceu em 9 de junho de 2017, na região da praia conhecida como Pedrinha. Segundo o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Gabriel e alguns comparsas trocaram tiros pelo controle de um ponto de venda de drogas e mataram Pedro, que tentou fugir, mas foi atingido por mais de 13 perfurações. Já Alex Tharles de Souza, que também estava no local, foi ferido, mas sobreviveu. 

Na denúncia oferecida pelo MPES, Gabriel foi declarado culpado pelo homicídio de Pedro e acusado por tentativa de homicídio contra Alex. Durante o julgamento, no entanto, o crime de tentativa de homicídio foi convertido em lesão grave.

Entenda o caso

Na época do crime, Pedro havia acabado de sair de um presídio e recebeu ameaças para que não retornasse ao tráfico de drogas, que chefiava em Itararé. Já que, com a prisão de Pedro, o comando do tráfico da região estava sob o comando de Gabriel.

Gabriel e os irmãos Luan Gomes Faria, o Kamu, e Bruno Gomes Faria, o Nono, são apontados como as principais lideranças da organização criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), vinculada à traficância de drogas, e cuja disputa pelo controle de áreas é marcada por frequentes tiroteios, ataques e a tentativa de ocupação de territórios rivais.

No último dia 15 de maio, Gabriel já havia sido condenado a 84 anos de prisão por tentativa de assassinato contra policiais, em ataque promovido no bairro Itararé, em Vitória, em 2023. 


A defesa de Gabriel não foi localizada pela reportagem. O espaço segue aberto à manifestação. 


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