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Vilmara Fernandes

Arquivo incendiado do TJES tinha 2,1 milhões de processos, metade digitalizada

Processos em tramitação não foram afetados, segundo a presidência do Tribunal; houve prejuízo de R$ 1 milhão com a perda do material que seria leiloado

Publicado em 21 de Julho de 2026 às 20:34

Públicado em 

21 jul 2026 às 20:34
Vilmara Fernandes

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Vilmara Fernandes Vilmara Fernandes
Imagem aérea do incêndio no Arquivo Geral do TJES
Imagem aérea do incêndio no Arquivo Geral do TJES Rodrigo Gomes

Um total de 2,1 milhões de processos foram destruídos pelo incêndio que atingiu o galpão do Arquivo Geral do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) na manhã desta terça-feira (21). As chamas, que começaram por volta das 6h30, também consumiram cerca de 10.700 ítens destinados a leilões, perda avaliada em R$ 1 milhão.


Cerca de metade dos processos queimados já estava digitalizada, segundo informou a presidente da Corte estadual, a desembargadora Janete Vargas Simões. O restante era composto de casos antigos que já seriam destinados a descarte.


“Não há nenhum processo ainda em tramitação que tenha sido atingido pelo incêndio. Todos estavam arquivados. Não há nenhuma situação emergencial”, relatou.


Os processos de maior sensibilidade da Grande Vitória, como os de família e inventários, encontram-se também digitalizados, segundo a presidente. Parte do acervo histórico do também foi preservada.


A perda do material que seria destinado a leilão, composto em sua maioria de estantes que eram utilizadas no arquivo e de bens considerados inservíveis, foi estimada em cerca de R$ 1 milhão. 


O incêndio atingiu o galpão principal da propriedade, onde estava armazenado o acervo de processos físicos e parte do material que seria vendido. As outras edificações existentes na propriedade não foram atingidas. O que estava nos outros prédios deverá ser transferido para outra unidade, segundo o juiz Anselmo Laghi Laranja,  secretário-geral do Tribunal de Justiça.


Nos próximos dias, o Comitê de Articulação Emergencial, criado para coordenar as ações decorrentes do sinistro, deve avaliar ainda o destino da locação do imóvel que abrigava o arquivo, localizado em Jardim Limoeiro, na Serra.


O grupo também vai acompanhar as investigações que vão ser realizadas pelo Corpo de Bombeiros e Polícia Civil. A expectativa é de que após a conclusão do trabalho de resfriamento e a avaliação estrutural seja possível ingressar no que restou do galpão para dimensionar os danos e iniciar as etapas de limpeza e recuperação da área.


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