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Vilmara Fernandes

Líder criminoso do TCP é condenado a 84 anos de prisão no ES

Sentença foi lida após três dias de júri popular; ao todo quatro pessoas foram condenadas por ataque a um grupo de policiais militares

Publicado em 15 de Maio de 2026 às 22:22

Públicado em 

15 mai 2026 às 22:22
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

Gabriel Gomes Faria, o Buti, liderança do TCP
Arte Rede Gazeta / Divulgação Sesp
Foi condenado nesta sexta-feira (15), um dos líderes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) por ataques promovidos contra policiais militares. Trata-se de Gabriel Gomes Faria, o Buti, que recebeu pena de 84 anos, 3 meses e 20 dias a ser cumprida em regime fechado. 

Foram três dias de júri, encerrado por volta das 22h, após a leitura da sentença com a primeira condenação aplicada a ele.

Um de seus irmãos, Luan Gomes Faria, o Kamu, também apontado como um dos comandantes da facção, foi sentenciado em junho do ano passado a 69 anos de prisão. Ambos estão detidos na Penitenciária de Segurança Máxima 2 (PSMA 2), em Viana.

Há ainda um terceiro irmão, Bruno Gomes Faria, o "Nono", que está foragido no Rio de Janeiro. As disputas promovidas pelo grupo criminoso em busca do controle de áreas são marcadas por frequentes tiroteios, ataques e tentativas de ocupação de territórios rivais. Um destes conflitos resultou na tentativa de homicídio contra cinco policiais militares. 

Além de Gabriel, também foram condenados Saullo Vieira da Silva (81 anos, 1 mês e 25 dias), Marison José Vasconcelos Júnior (74 anos, 4 meses e 10 dias) e Walace Inácio da Silva (61 anos e 10 meses).

O confronto

A situação ocorreu no bairro Itararé, em Vitória, no dia 24 de outubro de 2023. Segundo a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), passava das 23 horas quando os policiais que faziam patrulhamento na região receberam a informação de que um grupo armado estaria planejando um ataque ao Bairro da Penha, território rival dominado pelo Primeiro Comando de Vitória (PCV).

Os integrantes do TCP estariam com armas de fogo, acessórios e munições de uso restrito. Os militares se dividiram em duas equipes e foram ao local. Ao chegarem ao Alto de Itararé, foram recebidos a tiros e, após o confronto, os denunciados se renderam.

Segundo o MP, o grupo era responsável por garantir a segurança dos demais associados por meio de intimidações com uso da força, ameaças, lesões corporais, homicídios e pichações para demarcar o domínio territorial, com o objetivo de manter o poderio do tráfico baseado na violência.

A defesa dos condenados não foi localizada, mas o espaço segue aberto à manifestação.

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Vilmara Fernandes

É jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi repórter nas editorias de Política, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como repórter especial com foco em matérias investigativas em diversas áreas.

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