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Vilmara Fernandes

Dois júris para líder criminoso do TCP, um deles por morte na na Ilha do Frade

O outro caso envolve uma troca de tiros contra policiais militares que tentavam impedir um ataque contra rivais do tráfico

Publicado em 30 de Abril de 2026 às 03:30

Públicado em 

30 abr 2026 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

Fórum Criminal de Vitória
Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly

Uma liderança da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) vai enfrentar nas próximas semanas dois júris populares: um deles envolve tiros disparados contra policiais militares e outro por assassinato de um rival em praia da Ilha do Frade. Os crimes ocorreram em Vitória.


Os dois casos têm em comum o réu Gabriel Gomes Faria, o Buti. Ele é conhecido como um dos “Irmãos Vera”, assim denominados em referência à mãe. 


Junto com Luan e Bruno, são apontados como as principais lideranças da organização criminosa vinculada à traficância de drogas, cuja disputa pelo controle de áreas é marcada por frequentes tiroteios, ataques e a tentativa de ocupação de territórios rivais.


E este é o contexto que deu origem ao caso que será julgado no dia 13 do próximo mês, a partir das 9 horas, no Tribunal do Júri de Vitória. Gabriel e mais três pessoas são acusados de tentativa de homicídio contra cinco policiais militares.


A situação ocorreu no bairro Itararé, em 24 de outubro de 2023. Segundo denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), passava das 23 horas quando os policiais que faziam patrulhamento na região receberam a informação de que um grupo armado estaria planejando um ataque ao Bairro da Penha, território rival dominado pelo Primeiro Comando de Vitória (PCV).


Os traficantes do TCP estariam com armas de fogo, acessórios e munições de uso restrito. Os policiais se dividiram em duas equipes e foram para o local. Ao chegarem ao Alto de Itararé, foram recebidos a tiros. Após o confronto, os denunciados se renderam.


Segundo o MP, o grupo era responsável por garantir a segurança dos demais associados, intimidações através do uso da força, ameaças, lesões corporais, homicídios, pichações para demarcar o domínio territorial, entre outros crimes, com o objetivo de manter o poderio do tráfico com base na força e na violência.


Na sentença que encaminhou Gabriel e outros três a júri, foi dito: “Infere-se que a tentativa de homicídio contra os policiais militares foi praticada para assegurar a impunidade do crime de tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas, posse e porte ilegal de arma de fogo”.


Crime na praia


O caso aconteceu em 9 de junho de 2017, no ponto conhecido como Pedrinha, na Ilha do Frade, em Vitória. Era por volta das 15 horas e um grupo de amigos curtiam o espaço. 

Quando deixavam o local foram surpreendidos por Gabriel e alguns comparsas,  que promoveram os disparos de arma de fogo. 


A vítima tentou fugir, mas foi atingida por mais de 13 perfurações e morreu no local. Houve outros feridos.


Segundo denúncia do MP,  a pessoa assassinada tinha recém saído da cadeia e recebeu ameaças para que não retornasse a sua posição no tráfico de drogas. Antes de ser detido ele era “chefe” do tráfico em Itararé, posição que passou a ser ocupada por Bruno Veras.


O júri deste caso foi marcado para o próximo dia 8 de junho, às 9 horas, no Fórum Criminal de Vitória. 


A defesa de Gabriel Gomes Faria, o Buti, não foi localizada, mas o espaço segue aberto à manifestação.


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Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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