Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Vilmara Fernandes

Casos de roubos em ônibus e residências caem pela metade no ES

Eles estão na lista dos crimes patrimoniais que registraram queda este ano; governo planeja ampliar os tótens de segurança e o reconhecimento facial

Publicado em 29 de Abril de 2026 às 03:30

Públicado em 

29 abr 2026 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

Tótens de segurança - tecnologia contra crimes
Crédito: Sesp/Divulgação

No primeiro trimestre deste ano, dos dez tipos de crimes patrimoniais listados pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp), sete registraram queda em comparação ao mesmo período de 2025.


O impacto foi maior para quem utiliza ônibus ou mora em residências e condomínios, casos em que o número de roubos caiu pela metade. Os dados do Observatório da Segurança Pública indicam as seguintes reduções:


  • Roubo em transporte coletivo - 49,8% 

  • Roubo em residência / condomínio - 52,6%

  • Roubo em estabelecimento comercial - 18,4%

  • Roubo a pessoa em via pública - 30,9%

  • Furto em residência / condomínio -  22,1%

  • Furto a pessoa em via pública - 2,4%

  • Crimes informáticos - 23,8%


Desde 2024 este conjunto de crimes apresenta uma trajetória de queda que foi acentuada no ano passado, principalmente nos casos de roubo a coletivos, que “aterrorizam as pessoas”, como pontuou o secretário de Segurança Pública, Leonardo Damasceno. “No ano passado conseguimos uma diminuição de 56% neste indicador”, assinala.


Ele relaciona o bom desempenho a adoção de algumas tecnologias como o reconhecimento facial, viabilizado por intermédio das chamadas câmeras inteligentes, além dos totens de segurança, instalados em vias de grande circulação.


“A implantação das câmeras inteligentes dentro dos ônibus repercutiu de forma muito evidente nos roubos a coletivos, que aconteciam no horário noturno ou de menor intensidade de público. O que percebemos é que o criminoso não está disposto a se expor no momento que o ônibus está mais vazio”, observa.


Além dos ônibus, todos os terminais rodoviário e aquaviário são monitorados por um sistema que permite identificar pessoas com mandados de prisão em tempo real. O que tem auxiliado, segundo o secretário, em prisões mais qualificadas que também repercutem na redução dos crimes patrimoniais.


Das 750 realizadas desde meados do ano passado, 90% aconteceram dentro dos terminais. Entre os que foram detidos, 137 tinham mandado de prisão por roubo e outros 37 por furto.


Segundo Damasceno, a estratégia de reduzir os crime mais violentos tem funcionado. “O roubo é um crime que para nós é prioridade porque pode evoluir para latrocínio. Até agora tivemos apenas um latrocínio (roubo com morte), contra oito do ano passado, no mesmo período”.


Novas câmeras


O resultado levou a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) a realizar um estudo para a ampliação do número de tótens de segurança e do reconhecimento facial. “Devem ser apresentados ao governador em maio para decisão sobre novos investimentos”, disse Damasceno.


É citado como exemplo uma ocorrência do último dia 12, quando  a câmera de um totem de segurança fez o reconhecimento facial de um homem de 40 anos, que tinha fugido em 2022 da Penitenciária Semiaberta de Vila Velha, local onde ele respondia pelo crime de roubo.


Ele foi localizado atuando como como guardador de carros, usando colete, na Praça Costa Pereira, no Centro, em Vitória. 


Ações, segundo o secretário, que aliadas ao planejamento trouxe mais flexibilização para o uso das equipes e viaturas das corporações. "Nos terminais, por exemplo, foram feitos investimentos na escala suplementar dos policiais militares, o que permitiu a presença física de duplas nos terminais, aumentando a rapidez na resposta a ocorrências".


O desafio


Por outro lado, outros três indicadores ainda representam um desafio por apresentarem crescimento no primeiro trimestre deste ano. São eles:


  • Furto em transporte coletivo - aumento de 16,88% 

  • Furto em estabelecimento comercial -  aumento de 5,17% 

  • Estelionato e fraude - aumento de 4,58% 


No transporte coletivo os casos de furto ocorrem, principalmente, nos horários de pico. “É um crime de oportunidade. É um aproveitador, um batedor de carteira, que aproveita a lotação do ônibus para furtar o objeto sem ser percebido”, pontua o secretário.


Já o estelionato, embora o percentual de crescimento seja o menor dos três, possui um número de casos mais expressivo. Foram registrados 12.475 no primeiro trimestre.


A maior parte ocorreu no cenário virtual, explica Damasceno: “É um problema contemporâneo difícil de evitar porque usa engenharia social ponto a ponto. Mas a delegacia especializada está empenhada no combate desses crimes”.



MAIS COLUNAS DE VILMARA FERNANDES

PM é denunciado por morte de ex-policial envolvido com crimes no ES

Lama cirúrgica: até polícia do ES foi acionada após sumiço de documentos

Quanto custa manter cada preso do sistema carcerário do ES

Grupo envolvido em morte de empresário no ES é acusado de milícia privada

Justiça do ES decide manter Marujo por mais três anos em presídio federal

Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
O que está por trás da disputa entre os ex-amigos Elon Musk e Sam Altman, do ChatGPT, nos tribunais dos EUA
Prisão, algemas
Saídas para que o crime deixe de ameaçar a prosperidade no Brasil
Imagem de destaque
Facção criminosa é destaque em jornal dos Estados Unidos

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados