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Vilmara Fernandes

Porsche de empresário preso é encontrado com alvo de outra investigação no ES

Os dois são réus em ações penais após denúncias do Ministério Público, um deles pela Operação Baest e outro pela Follow the Money

Publicado em 13 de Maio de 2026 às 03:30

Públicado em 

13 mai 2026 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

Superesportivo
Arte - Geraldo Neto

Um carro de luxo apreendido por decisão da Justiça une dois empresários investigados em operações distintas no Espírito Santo. Ambos se tornaram réus em ações  penais por crimes variados no contexto das operações Baest e Follow the Money.


O vínculo entre eles é o Porsche Cayenne 106, avaliado em mais de R$ 458 mil, e que pertence ao empresário Adilson Ferreira. Ele foi preso no último dia 8 no Aeroporto Internacional de Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, cidade que faz divisa com o Paraguai.


A ação foi resultado de mais uma etapa da Operação Baest, desta vez coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), após denúncia aceita pelo Juízo da 2ª Vara Criminal de Vitória. 


A mesma decisão que determinou a prisão de Adilson também ordenou a apreensão de quatro de seus veículos. O Porsche foi encontrado na garagem do empresário Luam Fernando Marques Giuberti e entregue por um familiar à equipe que foi cumprir o mandado judicial. 


Luam é réu em ação criminal com outras 19 pessoas, todos acusados de envolvimento em um suposto esquema de desvio milionário de recursos de heranças, em crimes que envolvem corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa. Chegou a ser preso em agosto de 2024 durante a realização da Operação Follow the Money. 


A venda


Ainda não há informações oficiais sobre como ocorreu a negociação envolvendo o Porsche ou o valor da transação. Há relatos de que ele teria sido vendido há alguns meses para Luam. 


Ocorre que o veículo já era alvo de restrição judicial, a pedido da Polícia Civil, desde a fase inicial da Operação Baest, ocasião em que chegou a ser apreendido.


Em julho de 2025, atendendo a um recurso da defesa de Adilson, o Juízo da 2ª Vara Criminal autorizou a devolução do carro, mantendo o empresário como fiel depositário do bem, que seguia com restrição e bloqueio de venda. No entanto, meses depois, o Porsche foi comercializado ilegalmente. 


Por nota, o empresário Luam apresentou uma versão diferente, informando que o veículo foi adquirido legalmente através de uma concessionária situada na Serra. "Ela se prontificou em restituir integralmente os valores pagos pelo comprador”, disse.


Acrescentou que “não possui nenhum tipo de vínculo com os fatos  e pessoas investigadas naquele processo, e que, inclusive, o mandado de busca e apreensão não foi expedido em seu desfavor, e sim, a qualquer pessoa que estivesse na posse do automóvel”, disse ao se referir a Operação Baest e a busca e apreensão do Porsche.


O advogado Douglas Luz, que representa os dois empresários, foi procurado mas não retornou a demanda.


Leilão


Nesta terça-feira (12), o Gaeco protocolou pedido à Justiça estadual de alienação antecipada dos veículos de Adilson que tiveram a apreensão determinada. 


Dos quatro carros citados na denúncia, três já foram encontrados. Confira:


  • Jeep Comander - avaliado em R$ 172.491,00

  • Porsche Panamera 105 - avaliado R$ 690.793,00 (ainda não foi encontrado)

  • Porsche Cayenne 106 - avaliado em R$ 458.619,00

  • Dodge Ram - avaliado em R$ 199.462,00


Caso a venda seja autorizada, o que pode ocorrer por leilão, os valores podem ser revertidos em favor dos cofres públicos do Estado. 


Réu na Baest


Adilson se tornou réu com outras 13 pessoas após a Justiça aceitar denúncia apresentada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), por meio do Gaeco, no contexto da Operação Baest.


Ele foi acusado pelos crimes de organização criminosa, lavagem de capitais,  falsidade ideológica e agiotagem e teve a sua prisão preventiva decretada no dia 27 de abril pela 2ª Vara Criminal de Vitória, cumprida no último dia 8.


Em maio de 2025 ele chegou a ser detido na casa dele, em Jacaraípe, na Serra, pela Polícia Civil, mas acabou sendo liberado.


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Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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