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Prisão no MS

Empresário do ES alvo da Operação Baest é preso em aeroporto na fronteira com o Paraguai

Investigado por lavagem de dinheiro, Adilson Ferreira foi detido no Mato Grosso do Sul durante ação do Gaeco, do Ministério Público do Espírito Santo (MPES)

Publicado em 08 de Maio de 2026 às 10:52

Júlia Afonso

Publicado em 

08 mai 2026 às 10:52
Aeroporto Internacional de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul
Aeroporto Internacional de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul Crédito: Google Maps

O empresário Adilson Ferreira, da Serra, na Grande Vitória, foi preso na manhã desta sexta-feira (8) no Aeroporto Internacional de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, cidade que faz divisa com o Paraguai. Ele já havia sido alvo da Operação Baest e chegou a ter o carro alvejado em março deste ano.


Adilson é investigado pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) por suspeita de liderar uma organização criminosa voltada à lavagem de capitais.


Deflagrada em maio do ano passado, a operação teve como objetivo desarticular uma rede especializada em lavagem de dinheiro ligada à movimentação de recursos enviados a fornecedores na fronteira do Brasil com o Paraguai.


Após análise do material reunido pela Polícia Civil, o MPES apresentou, em abril deste ano, denúncia criminal contra 14 investigados pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, lavagem de capitais e agiotagem.


A denúncia foi recebida pela 2ª Vara Criminal de Vitória, que determinou medidas cautelares complementares, como bloqueio de valores, apreensão de veículos e dissolução de empresas supostamente utilizadas para lavagem de dinheiro.


As medidas foram cumpridas nesta sexta-feira pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), incluindo a prisão preventiva do empresário.


A reportagem de A Gazeta tenta contato com a defesa de Adilson. O espaço segue aberto para manifestação.

Carro de empresário foi alvejado

A picape do empresário foi alvejada com pelo menos quatro disparos, mas ele não foi atingido
A picape do empresário foi alvejada com pelo menos quatro disparos, mas ele não foi atingido Crédito: Cris Martinelli

O carro de Adilson foi alvo de um atentado em Jacaraípe, na Serra, em março deste ano. A caminhonete Dodge Ram Rampage dele foi atingida por pelo menos quatro disparos na rua de casa.


De acordo com o advogado Douglas Luz, que fazia a defesa do empresário à época, o ataque foi praticado por dois homens que estariam encapuzados e passaram cerca de quatro horas rondando a região antes do crime, a bordo de um carro.


“A residência dele é em Jacaraípe e, ao entrar na rua de casa, foi abordado por duas pessoas, que neste momento estavam a pé, e que atingiram o veículo dele diversas vezes. Ele conseguiu desviar, não se feriu, mas os atiradores acabaram fugindo", contou o advogado.

Operação Baest

A operação na qual o empresário é investigado chegou a ser citada pela alta cúpula de segurança do Espírito Santo como uma das mais relevantes dos últimos anos por alcançar o braço financeiro do Primeiro Comando de Vitória (PCV).


A ação, que mira crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e tráfico de drogas, resultou na apreensão de R$ 100 milhões em bens e no indiciamento de 20 pessoas.


Adilson, no entanto, não teria ligação com a facção PCV, mas sim seria responsável por uma estrutura de organização criminosa para lavagem de dinheiro, por meio de empresas em nome de "laranjas".


O relatório final foi entregue em setembro do ano passado. Entretanto, a possibilidade de uma segunda fase da operação vem sendo analisada, devido ao surgimento de novas informações, que devem resultar na reavaliação de todas as provas já levantadas.

Ligação com Macário

O desembargador federal Macário Júdice Neto (TRF-2), preso preventivamente pelo vazamento de informações sigilosas de operações policiais no Rio de Janeiro, é suspeito de tentar interferir em licitação da Secretaria de Educação (Sedu), do governo do Espírito Santo, segundo relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

No documento, ao qual a reportagem de A Gazeta teve acesso, a PF aponta que Macário teria atuado para atender aos interesses de Adilson Ferreira, dono da Unique Serviços e Transporte Ltda., que disputava um contrato estimado em R$ 10,5 milhões para fornecimento de climatizadores. 

A empresa ganhou a concorrência, mas foi desclassificada pela comissão de licitação da Sedu. Após recorrer, o caso foi analisado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que manteve a exclusão do certame por inconsistência técnica.

Segundo a PF, Macário teria se colocado como “ponte entre o setor privado e o seio da administração pública, consolidando a existência de uma rede de influências espúrias que compromete a lisura da administração da Justiça e do erário”.

No relatório encaminhado ao STF, a PF conclui, após análise das conversas entre o magistrado e o empresário, que há entre os dois "uma relação de proximidade e confiança" e "um estreito vínculo pessoal, de amizade e também de negócios." 

Segundo a polícia, as mensagens trocadas entre Adilson e Macário sobre a licitação da Sedu indicam que o magistrado teria acompanhado o encaminhamento do recurso feito pela empresa Unique na PGE, compartilhado despachos internos do órgão sobre o certame e passado orientações jurídicas. 

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