Em apenas quatro meses deste ano, o Espírito Santo registrou quase 70% dos acidentes envolvendo bikes elétricas de 2025. No período, duas pessoas perderam a vida.
No ano passado, já havia ocorrido um crescimento de mais de 573% no número de sinistros em relação a 2024, sinalizando que a popularidade desse tipo de veículo e os conflitos no trânsito têm se intensificado.
Confira a mudança de cenário nos números abaixo:
2024 - 45 acidentes e uma morte
2025 - 303 acidentes e 5 mortes
2026 (janeiro a abril) - 205 acidentes e 2 mortes
De acordo com os dados do Observatório da Segurança Pública, o ano começou com 23 sinistros de trânsito em janeiro. Em fevereiro, com o retorno às aulas, iniciou a ascensão das estatísticas, fechando o mês com 37 casos. O pico foi alcançado em março, com 74 ocorrências, seguido por um número próximo em abril, com 71.
A maior parte das situações ocorreu em via pública (167), seguida de outras em calçadas (22) e em ciclovias (16). O perfil identifica, ainda, que quase metade dos acidentes envolveram carro e bike (100), seguida das quedas (39) e conflitos entre motos e bikes (33).
Cinco cidades registraram mais de dez acidentes:
Vila Velha - 72
Vitória - 43
Serra - 35
Cariacica - 11
Linhares - 10
Mês violento
A violência no trânsito tem feito um expressivo número de vítimas. O mês de abril consolidou-se como o mais violento da década no Estado.
Entre janeiro e maio deste ano, 286 pessoas morreram em acidentes de trânsito. Só os treze primeiros dias de maio registraram 36 vítimas fatais, principalmente em casos envolvendo colisões.
No mesmo período foram registrados, segundo dados do Observatório do Trânsito, 15.673 sinistros de trânsito.
Furtos e roubos
Assim como os acidentes, também houve aumento nos casos de furto e roubo envolvendo as bikes elétricas. Nos três primeiros meses deste ano, foram registrados 68% do total de crimes ocorridos no ano passado.
No período foram 250, contra 367 registradas em 2025. Os casos foram mais frequentes em Vila Velha (114), com registros nas praias de Itapuã e da Costa, além do Centro.
A via pública também nos casos de furtos e roubos foi o local preferido dos criminosos.