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Vilmara Fernandes

Advogada pede adiamento de júri de ex-PM acusado de matar músico no ES

Pedido foi apresentado cinco dias antes da realização da sessão; crime aconteceu em 2023

Publicado em 14 de Maio de 2026 às 15:55

Públicado em 

14 mai 2026 às 15:55
Vilmara Fernandes

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Vilmara Fernandes

juri caso músico
Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly


Faltando cinco dias para o júri do ex-policial militar Lucas Torrezani de Oliveira, 28 anos, sua defesa pediu o adiamento da sessão. Ele é acusado da morte do músico Guilherme Rocha, de 37 anos. O julgamento estava agendado para a próxima quarta-feira (20). 


Em comunicado enviado ao Juízo da 1ª Vara Criminal de Vitória, a advogada Anna Karla Santos informou que encontra-se “temporariamente impossibilitada de atuar” e apresentou atestado psicológico para afastamento por 30 dias.


No documento destaca que a sua condição pode impactar a defesa do seu cliente, assinalando que, atualmente, é a única advogada que o representa. E em seguida pede que seja agendada uma outra data.


A solicitação foi encaminhada para a manifestação do Ministério Público do Espírito Santo (MPES).


A coluna tentou contato com a advogada, sem sucesso. O espaço segue aberto à manifestação.


Com a proximidade da data de julgamento, um ato musical pedindo justiça por Guilherme foi agendado para o próximo dia 19, terça-feira, na Praia da Camburi, em Vitória.


Torezani segue preso na Penitenciária de Segurança Média 1, em Viana, para onde foi transferido em março do ano passado. Ele deixou o Presídio no Quartel da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) após ter sido demitido da corporação em dezembro de 2024.


O crime


O crime aconteceu na madrugada de 17 abril de 2023, após a vítima reclamar do som alto no condomínio em que os dois moravam, no bairro Jardim Camburi, em Vitória.


Quando os policiais chegaram ao local, o soldado estava com a arma nas mãos e a vítima caída no chão. Em uma primeira versão, Lucas Torrezani contou que estava bebendo com os amigos, quando Guilherme o atacou. O militar disse que reagiu e atirou uma vez. 


A síndica do condomínio onde os dois moravam contou outra versão, de que a vítima não reagiu e nem tentou desarmar o militar. Horas após o crime, ele foi liberado para responder o processo em liberdade. 


Mas ao longo da investigação a Polícia Civil identificou que não se tratava de um caso de legítima defesa, e fez o pedido de prisão do policial. 


Em junho de 2023, a Justiça aceitou a denúncia contra o soldado Lucas Torrezani de Oliveira. E no final de 2024 outra decisão da Justiça o encaminhou para o júri popular. 


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Vilmara Fernandes

E jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi reporter nas editorias de Politica, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como reporter especial com foco em materias investigativas em diversas areas.

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