O júri dos pais de Jorge Teixeira da Silva, de 2 anos, que começaria nesta segunda-feira (8) foi adiado, segundo o Ministério Público do Espírito Santo. A mudança foi necessária devido à substituição da defesa de um dos réus. A nova data ainda não foi definida.
Maycon Milagre da Cruz e Jeorgia Karolina Teixeira serão julgados pela morte e estupro do filho. Os dois foram foram presos após o menino dar entrada no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba) com lesões suspeitas, segundo a investigação policial, em julho de 2022. À época, a mãe alegou que o menino estava com pneumonia.
Os pais foram indiciados pela polícia e respondem pelos crimes de homicídio qualificado — mediante emprego de tortura e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, com incidência da causa de aumento de pena por a vítima ser menor de 14 anos — e de estupro de vulnerável, também com causa de aumento de pena por serem os genitores da vítima.
Quando a primeira data do júri havia sido marcada, a defesa de Jeorgia informou que a acusada e os familiares aguardavam a conclusão definitiva do processo, "confiantes de que os fatos serão analisados pelos jurados com imparcialidade e com base exclusivamente nas provas produzidas nos autos". Os advogados, à época, reforçaram o compromisso com a Justiça, com o devido processo legal e com a busca da verdade, "certos de que o júri é o espaço constitucional adequado para a apreciação deste caso".
A reportagem de A Gazeta não localizou a defesa de Maycon. O espaço segue aberto para manifestações.